ADEUS, CAMPEÃO!

Futebol é assunto de que este blogue não se ocupa. Porém, Eusébio não era só uma figura do futebol e falar dele não é mergulhar no pântano, no lodaçal em que o futebol se transformou. Eusébio, que hoje nos deixou, estava na face luminosa do futebol. Deixamos aqui um texto que publicámos sobre David Oistrakh e que testemunha a admiração do grande violinista por Eusébio:

http://aviagemdosargonautas.net/2013/06/29/futebolando-david-oistrakh-e-eusebio-por-carlos-loures/

Ficam também os últimos versos do poema que Manuel Alegre dedicou ao Pantera Negra:

Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força
Sabia a contenção e era explosão 
Não era só instinto era ciência
Magia e teoria já só prática
Havia nele a arte e a inteligência
Do puro e sua matemática
Buscava o golo mais que golo-
só palavra
Abstracção
ponto no espaço
teorema
Despido do supérfluo rematava
E então não era golo –
era poema 
 

 

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