RETRATOS COM HISTÓRIAS – SALAZAR – POR EDUARDO GAGEIRO

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Salazar. 1962. “O Rosa Casaco tem uma parecida, mais próxima. Ele estava sempre de olho em mim”.

3 de Agosto de 1968. Salazar passava as férias no Forte de Santo António do Estoril, como, acontecia todos os anos. No terraço, batido pelo sol, preparava-se para ler os jornais diários enquanto o calista, o senhor Hilário, lhe iria tratar dos pés. Segundo se disse depois,  sentou-se pesadamente sobre a cadeira de lona, ou melhor, deixou-se cair. A cadeira não terá aguentado o impacto, desconjuntou-se e a cabeça de Salazar bateu violentamente nas lajes.Corroborando esta versão do calista e da D. Maria de Jesus, Franco Nogueira (que não assistiu ao acidente) conta que, queixando-se de dores no corpo e, em particular, na cabeça, não deixou que chamasem o médico e foi tomando aspirinas. Esta a versão oficial, com mais ou menos pormenores. Há uma segunda versão. O barbeiro Manuel Marques, que assistiu à queda, afirma que a cadeira estava fora do lugar e Salazar distraído, olhando os jornais, caíra desamparado. Uma terceira versão: a queda terá sido na banheira; para evitar que o País fosse sacudido por anedotas tendo a nudez do ditador como tema principal, se inventou a história da cadeira, com descoordenação entre a versão do ministro e a do barbeiro. Um ex-ministro do seu último executivo, afirmou-me que a versão correcta é a da banheira. (CL).

2 Comments

  1. *So much about nothing” -Se foi de carro ou arado ,j pagou e certamente bem, o mal que fez ,aqui e no outro lado do Equador ,com uma guerra que destruiu almas e corpos *-Maria

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