EDITORIAL – O 4 DE FEVEREIRO DE 1961

Imagem2Foi em 4 de Fevereiro de 1961 que um ataque à cadeia de São Paulo, em Luanda, assinalou o desencadeamento da luta armada contra a presença colonial portuguesa. Foi um dos muitos acontecimentos que marcaram o ano e que preanunciavam o fim do regime. «Para Angola, rapidamente e em força» disse com a sua voz melíflua Salazar. E milhares de jovens começaram a partir para Angola e em breve também para Moçambique e para a Guiné. Uma guerra de 13 anos – muitos mortos e feridos, muitos sacrifícios, tudo em nome de conceitos e de interesses com os quais, nem portugueses, nem angolanos, moçambicanos ou guineenses, tinham a ver.

Já temos aqui referido essa sequência de acontecimentos que naquele ano de 1961 puseram em causa a estabilidade do Estado Novo, uma estabilidade conseguida pelo terror que o aparelho repressivo infundia a grande parte dos portugueses que para evitar a prisão, a tortura, a perseguição sistemática, abdicava dos seus direitos de cidadania.

Voltando a Angola, nos primeiros dias de Janeiro de 1961, houvera um levantamento  de trabalhadores da Cotonang, protestando contra as condições de trabalho impostas por aquela empresa da indústria algodoeira. Os protestos foram rapidamente sufocados pela intervenção militar. Eram, no entanto, o primeiro sinal de que as coisas estavam a mudar. A acção de 4 de Fevereiro iniciou um processo imparável – a luta armada de libertação de Angola, que culminou, em 10 de Novembro de 1975, com a proclamação da independência.

 Nesta data histórica, saudamos os irmãos angolanos.

Que Angola seja um país plenamente  livre e democrático como ansiavam todos os seus filhos que deram a vida pelo ideal da independência nacional.

Viva a República de Angola!

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