Há mais de 2500 anos que a cidade de Roma desempenha um papel relevante como centro político e religioso. Poucas cidades mantiveram este protagonismo tanto tempo. Só talvez Atenas poderia competir, em termos temporais e de protagonismo, com Roma. Mas nunca foi tão influente. Por isso, têm alguma razão os que chamam à actual capital da Itália Cidade Eterna. A designação é sem dúvida excessiva. Varanasi, ou Benarés, na Índia, Luxor , no Egipto, Samarcanda, no actual Uzbequistão, e outras, terão aparecido e crescido antes de Roma. Mas não mantiveram tanto protagonismo durante tanto tempo, como Roma. Tal facto não faz com que nem Roma, nem os romanos, se devam sentir superiores. Podem é sentir uma memória histórica muito grande. Têm a obrigação de saber interpretá-la, e dá-la a conhecer.
A Via del Corso. de que o Fábio Roque nos dá aqui um vislumbre, é uma artéria comercial tradicional de Roma. Atravessa o centro histórico na direcção norte-sul. Vai da Piazza del Poppolo à Piazza Venezia. Nela ficam vários palácios, e a casa onde viveu Goethe. As atracções turísticas nas proximidades são numerosas, como a Fontana de Trevi, que aparece em filmes famosos como La Dolce Vita, ou Three Coins in the Fountain.

