Seu nome era Maria
mas ela não queria
queria ser Simone, Carla
Bianca ou Bia.
Iria ser maneca, iria ser
Boneca. Teria o Sucesso!
Fez tudo o que podia
(e até o que não devia)
Ah! de quanta cama
se pavimenta a Fama!
Até que, enfim, um dia
Maria
(Simone em codinome)
pensou ter atingido a glória
de artista- o centro da Revista!
Depois de tanta pose
de todo o corpo em closes
e cada vez mais perto
daquele centro aberto
a câmera captou
a sua nudez toda.
Simone, ou Maria
ansiosa, abre a revista
– só dela estava à vista
a Vulva, sem mais nada…
Maria, enlouquecida
subiu, do prédio a escada
e, de onde é linda a vista
voou para a calçada.
E nada disso, nada
saiu noutra revista.
(in mulheres(in)versos,, Massao Ohno, Rio/São Paulo)
Ilustração: Quadro de Dorindo Carvalho


Sinceros parabens à Isabel, pela coda conseguida!
Rachel, isto é um murro no estômago! Mas é verdade, também. Que temos que desmontar!
acabei agora de ler o seu poema. muito bonito ” A maneca” Gostei vou partilh-lo.