EDITORIAL – DEPOIS DO IRREVOGÁVEL, O INSANÁVEL

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Segunda-feira passada, 17 de Março, António José Seguro foi visitar Passos Coelho, ao que parece a convite deste. Terça-feira, 18 de Março, Passos Coelho foi visitar Angela Merkel, a  Berlim. Conclusões:  António José Seguro, à saída da visita, informa, alto e bom  som,  ter com Passos Coelho, “diferenças insanáveis”. Passos Coelho foi fazer a sua visita a Merkel , o PSD lamentou a “intransigência” de Seguro. Está o espectáculo montado. Desta vez, não ficaria mal usarmos a ortografia “acordística”, “espetáculo”. Pois vão-nos pôr a todos no espeto, para ficarmos melhor assados, num banquete europeu.

Desculpem a tentativa de ironizar com coisas sérias. Mas não é possível resistir, e temos de acrescentar mais isto: a chanceler, sucessora de Bismarck, dá-nos autorização para, se acharmos bem, claro, nas eleições para o parlamento europeu daqui a pouco mais de dois meses, elegermos mais deputados do PS do que do PSD. Mas foi largando umas frases, no sentido de deixar expresso que está de acordo com o que o governo português faz. Seria demais dizer assim: tenham respeitinho, e votem no Passos.

As eleições parlamentares estão marcadas para 2015, e talvez a bênção da senhora germânica chegue até lá. Seguro, temos a certeza cumprirá tão bem (apetece dizer tão mal) como Passos os ditames da troika. Será demais pedir-lhe  que não dê tantos espectáculos (com c antes do t, leiam bem) tristes como o de segunda-feira passada?

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