EDITORIAL – AS DIVERSAS FORMAS DE ASSALTAR UM BANCO

logo editorialJosé Estaline e Ben Gurion, assaltaram bancos. Pepe Mujica, o actual presidente da República do Uruguai, também – fizeram-no em nome de causas políticas, da libertação dos seus países, da revolução social – fizeram-no por ideologia (e não cabe aqui avaliar os pressupostos ideológicos de cada um deles). Ir buscar dinheiro onde ele existe é uma ideia simples. Mas, segundo uma frase muito divulgada de um membro do Banco Europeu – a melhor forma de assaltar um banco é administrá-lo. Sem necessitar de armas, verdadeiras ou réplicas – como fez o Palma Inácio na Figueira da Foz, sem máscaras de ski… – quem administrou o BPN não morrerá pobre como Palma Inácio, nem viverá numa casa com 45 metros quadrados como José Mujica. Nas revistas «do coração» fazem parte da chamada «gente bonita». Mas há alternativas a esta designação… que deixamos ao sabor da criatividade de quem nos ler.

Mas, há formas de assaltar os bancos ainda melhores do que administrando-os. O Expresso publicava há tempos uma lista de gente (não lhes queremos dar o estatuto de pessoas…) que assaltou bancos de uma forma totalmente asséptica – políticos do PSD, do PS e do CDS, agentes do casamento espúrio entre política e poder económico – é nas suas contas bancárias e nos seus activos que se enontra o dinheiro do buraco financeiro que todos andamos a pagar; somando o que roubaram, encontra-se muito daquilo que «gastámos acima das nossas posses». Governos de pessoas honestas (mesmo que tivessem participado em assaltos a bancos) não começariam por investigar como é que, de um momento para o outro, houve quem decuplicasse o seu rendimento anual, cativando as contas bancárias dessa gente?

Claro que é mais fácil roubar os subsídios a quem trabalhou vidas inteiras, reduzir pensões de sobrevivência, pôr os velhos a escolher entre comprar medicamentos ou comer, criar taxas extraordinárias de solidariedade (com os ladrões?), semear a ruína e o desemprego…

Aconselhamos a leitura do artigo do Expresso. O sabermos que o nosso dinheiro permite criar «gente bonita», ajuda a suportar as dificuldades que atravessamos.

http://expresso.sapo.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo=f680329

2 Comments

  1. Há 20 anos, as famílias ansiavam por proporcionar aos filhos uma carreira no futebol nacional com perspectivas de internacionalização. Hoje, graças à instituição paraíso penal em que o país se transformou, todas as famílias almejam uma bem sucedida carreira de “assaltante de banco”, para a sua prole. Digam lá que isto não é progresso? ahahahahahaha

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