Tem havido quem se interrogue sobre as razões porque se dá tanta importância nos noticiários à Ucrânia e à Venezuela em detrimento de outras partes do mundo, onde também se verificam situações muito graves. Hoje, por exemplo, soube-se que no Egipto 529 elementos dos Irmãos Muçulmanos foram condenados à morte, o que nos dá uma imagem muito séria sobre o que vai ocorrendo naquele país, que ainda há poucos anos foi um dos palcos principais da chamada Primavera Árabe. Entretanto, haverá muitos elementos daquela organização aguardando julgamento. O facto de apenas parte dos agora condenados à morte se encontrar detida, e de, segundo as informações veiculadas, poderem recorrer da sentença, e terem havido algumas absolvições, não menoriza a gravidade da situação. Os condenados são acusados da prática de violências durante as manifestações ocorridas naquele país: há razões para pensar que terá influído na aplicação de uma pena tão severa o facto de serem apoiantes do deposto presidente Mohamed Morsi. Vejam o link seguinte:
Entretanto na Venezuela continuam as manifestações, com presença permanente da grande comunicação social. Há informações sobre já terem ocorrido dezenas de vítimas mortais. Há informações de que entre estas se contam agentes da autoridade, abatidos a tiro. Entretanto a grande informação apresenta os manifestantes como pessoas lutando pela liberdade. Uma das acusações mais frequentes é a de que a informação da Venezuela é monopolizada pelo governo. Ora, essa acusação é falsa. Na realidade a maior parte dos órgãos de informação da Venezuela encontra-se nas mãos de privados, os quais tendem a fazer oposição ao governo de Maduro, tal como anteriormente já o fizeram a Chávez. Veja-se este trabalho de Mark Weisbrot, o qual, repare-se, inclui entre as suas fontes de informação o Carter Center, fundado pelo ex-presidente norte-americano James Carter, e que tem a sua sede em Atlanta. Anote-se o que se passou com o prestigiado New York Times, que veiculou uma informação errada na passada sexta-feira. Acrescentemos que o mais grave é que o New York Times é apenas um entre muitos.
Na realidade a manipulação da informação é uma arma contra os povos. Terríveis conflitos que ocorrem no nosso planeta são mantidos na sombra, ou distorcidos como o que se passa na Palestina, onde ocorre a aniquilação de um povo, lenta mas seguramente, sem que haja uma reacção internacional digna desse nome. E os que defendem essa reacção são perseguidos, sobretudo quando são judeus. Pois a censura e a perseguição política são feitas cada vez mais ao nível internacional. Vejam:
http://www.truthdig.com/report/item/israels_war_on_american_universities_20140316

