ATENÇÃO – NO DIA 27 DE MARÇO A NOSSA EDIÇÃO É INTEIRAMENTE DEDICADA AO TEATRO
Desde a sua abertura em Novembro de 2008, o Cine-teatro Constantino Nery tem como principal objectivo promover a afirmação do teatro como pólo cultural dinamizador da cidade, com ela e virada para ela, mas também para a Área Metropolitana do Porto e Região Norte.
Através de uma programação regular e diversificada que passa por acolhimentos de espectáculos, co produções e produções próprias, procuram atingir vários tipos de público, englobando diferentes vertentes das artes cénicas e performativas como teatro, dança, espetáculos de rua, espetáculos musicais e concertos de música clássica. Não descuram as atividades destinadas especialmente ao público infantil e juvenil procurando manter uma atividade regular com as escolas, com a Universidade e a promoção de teatro de inclusão social.
A aposta nas criações próprias, numa média de duas por ano, tem contado com a colaboração de reconhecidos autores contemporâneos. Estas criações circulam por todo o país e além-fronteiras, nomeadamente em digressões no Brasil desde a abertura deste teatro. A língua portuguesa está subjacente aos contactos que privilegiamos com os grupos nacionais e dos países de expressão portuguesa, motor de diálogo intercultural, de trocas de experiências internacionalizando este Teatro.
A CASA ENCANTADA é um Projecto/performativo com encenação de Luísa Pinto e Dramaturgia de Roberto Merino. Uma viagem por algumas salas do Casino de Sintra, num cruzamento entre o Teatro e Artes plásticas, vivenciando atmosferas diversas em cada cena.
Foi inspirada na ” A Casa encantada “(Spellbound) , título dado ao filme de 1945, realizado por Alfred Hitchcock, particularmente famoso pela cena que inclui um momento onírico vivido pelo personagem central, ilustrado pelo pintor Salvador Dali.
Trata-se de uma instalação encenada onde o ator procura uma relação mais próxima com o espectador. É uma viagem pelos espaços do CTCN através da palavra, da poesia, da música, da dança e do vídeo art, vivenciando atmosferas diversas em cada cena. É uma instalação cénica a partir de cenografia e adereços de projectos anteriores. Aqui a palavra de ordem é recriar, tirar os objectos do seu contexto inicial e habitá-los de uma outra forma.
O mesmo acontece com estas personagens retiradas de encenações anteriores e que surgem aqui numa nova dramaturgia habitando espaços diferentes do seu contexto inicial. Nesta criação encontram-se várias figuras das artes do século XX como Frida Kahlo, Luis Buñuel, Garcia Lorca, Salvador Dali entre outros que deambulam pelos espaços do Teatro numa perspectiva surrealista falando sobre temas comuns a todos nós, o amor, a obra, a vida e a morte.