A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

território nacional ou além-fronteiras), ao que parece, ninguém se lembra. E já nem falo dos cegos e amblíopes de Portugal. Estarão eles, porventura, isentos do pagamento da contribuição do audiovisual?
Bem sei que estou a comentar um «post» sobre Teatro Radiofónico mas não resisto a contar esta pequena história:
«Os Hipopótamos – Grupo de Teatro dos Trabalhadores da CGD», de que fui um dos fundadores, foi um dia convidado para dar um espectáculo na Associação de Cegos com sede na Rua de S. José, em Lisboa (desculpem não me lembrar do nome da Associação. Seria a ACAPO?). Aquando do convite, confesso, tive dúvidas e respondi que iria pôr a questão ao Grupo, a quem competia decidir os espectáculos que faria. O Grupo respondeu positivamente e resolveu também que iria actuar como se a plateia não fosse constituída por cegos, mantendo inclusive o habitual debate final com os espectadores.
Resultado: nunca tivemos uma plateia que nos colocasse questões tão pertinentes como aquela, tinham «visto» o espectáculo melhor do que qualquer outra plateia.
Guardo este espectáculo como um dos actos mais importantes da minha vida.