Selecção, tradução e nota de conclusão de Júlio Marques Mota
Nota de conclusão
Ainda a propósito de frase de Craig de que somos governados por mentirosos e putas, aqui vos apresentamos uma ilustração da nossa raiva sobre o que se está a passar na Europa. E com este artigo terminámos a nossa série de artigos sobre a Ucrânia dedicada ao Flávio Nunes e à minha antiga aluna Viktoria, que nunca mais vi.
Júlio Marques Mota
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11.Ucrânia: o que nos escondem as TV “oficiais”
Ukraine: ce qu’on vous cache à la télé, c’est chez Olivier Berruyer
Marc Cohen
Le Causeur, 19 de Março de 2014
Os amadores de boas coisas sabiam já que o economista Olivier Berruyer tinha alcançado uma especialidade a de desconstrução dos euro-mitos do momento. No seu sítio les-crises.fr é um encanto permanente para todo e qualquer internauta que se queira crítico, e desse ponto de vista é um sítio de que desaconselhamos por conseguinte que seja frequentado por homens como Jean Quatremer, Laurence Parisot ou de Pascal Lamy.
O truque de Berruyer, ou, dizemo-lo o mais claramente possível, o truque que ele tem e que nós não temos, é que é uma espécie de arquivista cheio de dinamite. Onde tenho com demasiada frequentemente a tendência de querer resolver o debate à kalach argumental, Berruyer, esse, mostra um sorriso malandro, mostra depois as suas fichas e, sobretudo, as suas fotografias. Um método terrível que decidiu mais não aplicar apenas às questões stricto sensu económicas, mas também sobre o grande problema do momento: a Ucrânia.
Eis pois o que ele nos mostrava, por exemplo, na segunda-feira passada sobre a cadeia económica BFM-Business no debate matinal animado por Nicolas Doze, a quem felicitamos calorosamente, de passagem, porque é um ultraliberal consequente: convida regularmente peritos com os quais está geralmente em franco desacordo.
Fotografias como as do líder de Svoboda, encontram-se dezenas sobre o sítio, na rubrica Ucrânia: esqueceram-se de no-las mostrar …
Para além destas bem bonitas fotografias, encontrar-se-ão dezenas de docs do qual não se sabe se os devemos considerar aterradores ou divertidos como, por exemplo, esta resolução adoptada em Estrasburgo a 13 de Dezembro de 2012 em que o Parlamento Europeu “se inquietava da subida do sentimento nacionalista na Ucrânia, que se traduziu pelo apoio trazido ao partido “Svoboda”, o qual é assim um dos dois novos partidos a fazer a sua entrada na Verkhovna Rada (NB: o Parlamento ucraniano); recorda que as opiniões racistas, antissemitas e xenófobas são contrárias aos valores e princípios fundamentais da União Europeia e, por conseguinte, convida os partidos democráticos que se sentam no Verkhovna Rada a não se associarem com este partido, nem a aprovar ou a formar qualquer coligação com este último.“
Ver em:
http://www.causeur.fr/ukraine-svoboda-olivier-berruyer,26689


