EDITORIAL – O DR. STRANGELOVE ESTÁ ENTRE NÓS

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Há cinquenta anos Stanley Kubrick, inspirando-se num romance de Peter George, Red Alert, ou Two hours to Doom, de 1958, lancou o seu fantástico Dr. Strangelove.  John Pilger, um veterano jornalista australiano, apresentou-nos ontem  um artigo intitulado O Plano de Acção da Nato na Ucrânia foi copiado direitinho de Dr. Strangelove. Vão aos links no fim deste editorial e poderão ler o que Pilger escreveu. E, conforme o caso, vejam ou revejam o filme, que não perdem o vosso tempo.

Parece que a situação na Ucrânia continua muito complicada, embora de momento um pouco mais calma. A temida hipótese de se desencadear uma guerra no leste do país parece, para já, estar mais longe de se verificar. Contudo, os planos de batalha de ambos os lados abundam. A grande informação enche-nos com notícias sobre movimentos de tropas russas nas fronteiras da Ucrânia, e a NATO idem, embora sobre estes não nos fale abertamente. Pilger informa-nos que as forças da NATO na Europa, chefiadas por um tal general Breedlove (imaginem!), têm planos de intervenção na Ucrânia, por terra (Rapid Trident) e por mar (Sea Breeze). Pelo que vemos, a acalmia poderá muito bem ser sucedida por futuras tempestades.

Pilger, no seu trabalho, refere-nos um aspecto importantíssimo da história recente. Mikhail Gorbachev, em 1990, na altura do desmantelamento da URSS, recebeu a promessa da administração Reagan de que a NATO não avançaria para Leste nem uma polegada. Contudo, sucedeu precisamente o contrário, a NATO avançou para leste e não só; a Rússia hoje está cercada  por vários lados pelo aparato militar norte-americano, que inclusive está presente nas antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central.

Não é só na Europa que existem os perigos de uma confrontação em grande escala. A administração de Obama pretende reforçar o cerco à China, aproximando-se do Japão, aproveitando-se da rivalidade tradicional entre os dois países. Há opiniões que consideram que ali a situação é ainda mais explosiva que na Europa.

Para já, recomendamos a leitura do artigo de John Pilger. A seguir apresentamos dois links, onde podem ler o trabalho, em francês ou inglês, conforme preferirem, com a devida vénia ao Le Monde, onde os fomos buscar.  Oiçam ainda os Depeche Mode.

 

http://www.legrandsoir.info/le-plan-d-action-de-l-otan-en-ukraine-est-tire-tout-droit-de-dr-folamour-the-guardian.html

http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/apr/17/nato-ukraine-dr-strangelove-china-us

 

 

 

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