Aí estou eu, com o meu modesto hai kai, mas com todo o respeito e a imensa admiração pela Revolução dos Cravos, exemplo para o mundo, navegação gloriosa do espírito criativo e desbravador do povo português que, infelizmente, não teve seguidores. As revoltas, as guerras continuam a matar e a destruir neste nosso triste mundo e a Democracia, a verdadeira, a da distribuição justa da renda, a da igualdade das oportunidades e a do mútuo respeito em face das diferenças, essa continua no horizonte da Utopia.
Obrigado Rachel por esta síntese poética da nossa Revolução. Uma revolução sem dor e sem tiros? Foi uma reacção contra a dor de quase 50 anos de opressão; e foi, na realidade, uma revolução quase sem tiros – os únicos tiros, provocando mortes, foram disparados por agentes da polícia política que, de uma das janelas do seu quartel-general, dispararam sobre manifestantes desarmados. Os assassinos teimaram em matar até ao úlitmo momento. Uma revolução sem tiros, é uma coisa bonita; mas talvez estejamos agora a pagar o nosso espírito humanitário que nos levou a poupar os criminosos. Aí temos, em nome da democracia, os descendentes biológicos e os herdeiros ideológicos do salazarismo ocupando as cadeiras do poder. A nossa coerência revolucionária que nos levou a poupar os vencidos voltou-se contra nós.
Aí estou eu, com o meu modesto hai kai, mas com todo o respeito e a imensa admiração pela Revolução dos Cravos, exemplo para o mundo, navegação gloriosa do espírito criativo e desbravador do povo português que, infelizmente, não teve seguidores. As revoltas, as guerras continuam a matar e a destruir neste nosso triste mundo e a Democracia, a verdadeira, a da distribuição justa da renda, a da igualdade das oportunidades e a do mútuo respeito em face das diferenças, essa continua no horizonte da Utopia.
abraços solidários.
Obrigado Rachel por esta síntese poética da nossa Revolução. Uma revolução sem dor e sem tiros? Foi uma reacção contra a dor de quase 50 anos de opressão; e foi, na realidade, uma revolução quase sem tiros – os únicos tiros, provocando mortes, foram disparados por agentes da polícia política que, de uma das janelas do seu quartel-general, dispararam sobre manifestantes desarmados. Os assassinos teimaram em matar até ao úlitmo momento. Uma revolução sem tiros, é uma coisa bonita; mas talvez estejamos agora a pagar o nosso espírito humanitário que nos levou a poupar os criminosos. Aí temos, em nome da democracia, os descendentes biológicos e os herdeiros ideológicos do salazarismo ocupando as cadeiras do poder. A nossa coerência revolucionária que nos levou a poupar os vencidos voltou-se contra nós.