RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS – PARA VALLS, A AUSTERIDADE NÃO É AUSTERIDADE – PLANO DE ECONOMIAS: MANUEL VALLS INDISPÕE TODA A GENTE

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Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

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Plano de economias: Manuel Valls indispõe toda a gente

Depois de ter detalhado na manhã de quarta-feira o seu programa de economias em cerca de 50 mil milhões, o primeiro-ministro Manuel Valls garantiu à  Assembleia Nacional que não era se tratava de nenhum plano de austeridade. Mas sim que estas medidas se destinavam a “colocar o país no caminho certo”.

Le Monde.fr | 16.04.2014 à 15h51 • Mis à jour le 16.04.2014 à 16h25

Plan d’économies: Manuel Valls fâche à peu près tout le monde

Uma semana depois da sua intervenção política, o novo primeiro-ministro apresentou alguns detalhes sobre o seu plano de economias de 50 mil milhões de euros e conseguiu a façanha de colocar toda a classe política de acordo… contra ele.

Nem a direita, que exige “reformas estruturais”, nem o centro, para quem “Manuel Valls não disse nada mais que o seu próprio discurso de política geral, com mais austeridade em cima “, nem a extrema-direita que fala da “violência social”, nem a extrema-esquerda, ainda mais pessimista: “isto vai sangrar e a todos os níveis”. Acima de tudo, a ala esquerda do PS afirmou-se “aterrada” por medidas “desfavoráveis para com os mais pobres”

Para que na Assembleia Nacional, o líder dos deputados socialistas, Bruno Leroux, tinha feito mudar a agenda das tradicionais questões ao governo para defender o plano apresentado por Manuel Valls, segundo Leroux “plenamente conforme aos valores da esquerda. A sua intervenção não estava prevista e os aplausos à esquerda foram bastante fracos.

À saída do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, que será o convidado do telejornal de France 2, quarta-feira, confirmou o compromisso do governo de economizar 50 mil milhões de euros até 2017.

A ALA ESQUERDA DO PS “Aterrada “.

Muitos membros do PS consideraram-se “aterrados” com as declarações do primeiro-ministro, “ inaceitáveis enquanto tais quer na forma quer no conteúdo ‘, de acordo com Christian Paul, um dos deputados que exigiram um acordo de maioria antes do voto de confiança. “O grupo socialista assumiu um silêncio total o anuncio de todas aquelas medidas” diz-nos o eleito por Nièvre, no Twitter

Manuel Valls: “não é austeridade”

Depois de ter detalhado na manhã de quarta-feira o seu programa de economias em cerca de 50 mil milhões, o primeiro-ministro Manuel Valls garantiu à  Assembleia Nacional que não era se tratava de nenhum plano de austeridade. Mas sim que estas medidas se destinavam a “colocar o país no caminho certo”.

Outros membros do PS, que tinham como ele votado na confiança ao governo, manifestaram a sua desaprovação, no Twitter, como Michel Pouzol, ou, ao contrário, Jérôme Guedj, que se abstera.

Na linha do deputado por Essonne, a senadora Marie-Noëlle Lienemann, pertencente também à ala esquerda do PS, afirmou que as medidas anunciadas por Manuel Valls vão ser “muito desfavoráveis para as classes populares e modestas”, considerando que nelas o que não se podia ver era a justiça social..

“Essas decisões irão penalizar fortemente, em especial as classes mais mais desfavorecidas e acrescer as desigualdades, a insegurança no trabalho e a pobreza,” respondeu o secretário-geral de Force ouvrière, Jean-Claude Mailly, adiantando-se ao número um da CGT, Thierry Lepaon, para quem o governo de Valls é “duro com os fracos e fraco com os fortes”. “As medidas anunciadas são regressivas” e “visam acompanhar uma política de austeridade”.

“Valls faz de oficial de Justiça da Comissão Europeia. A Comissão disse: ‘Os franceses pagarão’. Valls começa a recolha “disse Jean-Luc Mélenchon.

A direita quer « Reformas Estruturais »

Por outro lado, a direita gostaria de acreditar nas medidas anunciadas, mas lamenta que as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro não vão suficientemente longe. “Eu desejo que tudo isto tenha sucesso para o nosso país, mas eu acho que, infelizmente, estas medidas inscrevem-se numa política tal que é a do dançarino de tango, um passo em frente, um passo para trás,” lamentou o deputado da UMP, Bernard Accoyer.

Para Valérie Pécresse, Manuel Valls não pode cumprir as suas obrigações “sem verdadeiras reformas estruturais.”

Como acreditar em que Manuel Valls possa cumprir as suas obrigações sem verdadeiras reformas estruturais para gastar menos?

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Ver:

http://www.lemonde.fr/economie/article/2014/04/16/plan-d-economies-manuel-valls-fache-a-peu-pres-tout-le-monde_4402452_3234.html

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