A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
ainda nos anos 50, numa tarde de Inverno, no primeiro andar do café Avis nos Restauradores. Era uma rapariga bonita, inteligente, bondosa, calma, com a sabedoria alentejana do seu Torrão natal a cintilar-lhe nos olhos. Sobre a nossa amizade, em O Amor Tem Tantos Nomes, livro que, com Carlos Pires Lopes publicou em 1998, descreve um incidente curioso e do qual já não me recordava Uma noite, alta madrugada, fomos cantar sob as janelas do Aljube, acordando prisioneiros e pondo os carcereiros em movimentações nervosas. Terminado o «recital» corremos até Santa Luzia. Tivemos sorte em não passarmos de cantores a presidiários. Maria Rosa conclui que «os tiranos não se removem com canções nem falsos heroísmos, mas isso eu não, sabia porque aos dezoito anos só sabemos coisas importantes e únicas…», diz. Pediu-me que fizesse a apresentação deste livro, o que fiz com muito prazer em Oeiras, na livraria e galeria municipal Verney (fotografia acima).