“ANNE FRANK:UMA HISTÓRIA PARA HOJE” – EXPOSIÇÃO NA FACULDADE DE LETRAS DE LISBOA – por Clara Castilho

Anne, a forte menina, ingénua por vezes, mas cheia de força, que serviu, e pode continuar a servir, de exemplo a muitos jovens.

“Só tenho catorze anos, mas sei muito bem o que quero, sei quem tem razão e quem não tem, tenho opinião e os meus próprios princípios”. (17 de Março de 1944)

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Exposição «Anne Frank: uma história para hoje» – 5 a 16 de Maio, na Galeria de Exposições da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (10h-20h).  Está inserida no projecto internacional “Aprender Direitos Humanos: passado e presente” e é resultado das parcerias de várias instituições, entre elas, a Anne Frank House (Amesterdão).

É constituída por mais de 200 fotografias pessoais do arquivo da família Frank, assim como por excertos do famoso Diário de Anne Frank, organizados em 34 painéis educativos que narram a vida de Anne tendo como pano de fundo a história da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto.

Trata-se da terceira vez que, em 20 anos, a exposição estará patente ao público, em Lisboa, organizada agora pelo CLEPUL, CESNova e Núcleo de Cinema da Associação de Estudantes. Enquanto estiver em exibição, de 5 a 16 de Maio, terão lugar diversas iniciativas que procurarão dar expressão aos Direitos Humanos, captando a atenção de públicos muito diferenciados, maioritariamente jovens, mas também com ênfase em grupos especiais como são os agentes educativos e, também naturalmente, com foco no universo feminino.

Lembro o acontecimento em Tóquio, onde páginas de 250 exemplares do Diário de Anne Frank foram arrancadas em 35 bibliotecas públicas municipais. O Diário foi publicado pela primeira vez em 1947 e é o relato quase diário dos dois anos que a jovem de 15 anos viveu escondida num anexo em Amsterdão, na Holanda.  Anne e a família acabaram por ser descobertas e deportadas para campos de concentração. Anne Frank morreu no campo de Bergen-Belsen, em 1945. Pelos vistos, este livro incomoda muita gente…

 

 

1 Comment

  1. O Medo incomoda os governantes .Pudera. Este artigo põe em evidência o que Ana Frank defendeu :DIREITOS HUMANOS -Maria

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