O APOIO ÀS MENINAS RAPTADAS NA NIGÉRIA É GENUÍNO E INOCENTE? por clara castilho

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Que dizer do caso das centenas de raparigas que foram sequestrada, no dia 12  de Maio,  pela organização Boko Haram na Nigéria? Que dizer do facto de os seus raptores as considerarem escravas e pretenderem “vendê-las” e “casá-las”? E isto “ por Alá”? Que dizer de tal ter acontecido quando as meninas estavam a estudar?

Que dizer do facto de esta milícia, 4 dias depois, ter levado a cabo um atentado numa estação de autocarros, onde 75 pessoas morreram e 216 ficaram feridas e de depois uma outra explosão ter provocado 19 mortos e 60 feridos?

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Estamos num país de maioria muçulmana no norte e no sul predominantemente cristão. E o nome deste grupo, Boko Haram, tem algum significado? Precisamente: “a educação não islâmica é um pecado”.

Este facto foi o mais conhecido, mas já antes 59 rapazes estudantes tinham sido mortos (abatidos a tiro ou queimados até a morte, 40 estudantes da Universidade de Agricultura, Gujba, estado de Yobe, foram assassinados enquanto dormiam, 29 estudantes e 1 professor de uma escolar Secundária foram mortos ou queimados até a morte.

Que dizer de se possível existir um grupo que comete graves crimes e atrocidades sem ser parado, desde 2009? Que dizer de um grupo de pessoas que o faz para acabar com as influências ocidentais na região, em particular nos estabelecimentos de ensino.

Declaração conjunta de vários organismos das Nações Unidas afirma que “Os ataques contra a liberdade das crianças e os ataques às escolas são proibidos pelo direito internacional e não podem ser justificados em nenhuma circunstância.” Numa mensagem conjunta da directora executivo da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Hgcuka, e do responsável do Fundo para a População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, a ONU acentuou que uma violação dos direitos dos menores nesta escala requer que “todo o mundo se insurja e se tomem medidas”.

O Secretário-Geral da ONU enviou um representante de Alto Nível para a Nigéria com o objectivo de apoiar o esforço do governo em lidar com esta preocupante situação. As populações manifestaram-se na capital do país. Uma campanha nas redes sociais “BringBackOurGirls” alerta para o problema.

 Sem pôr em causa as reacções pessoais de cada um de nós, pergunto: já agora, viram alguma campanha com semelhante preocupações pelas crianças da Síria? Cheira-me a interesses económicos, cheira-me a petróleo…

 

 

 

 

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