VALE A PENA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL! por clara castilho

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Meriam Ibrahim, que estava condenada à morte por enforcamento por ter recusado o islão irá ser libertada, informou uma fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Sudão, citada pela BBC. Há dias deu à luz na prisão. As autoridades agora mudaram de opinião e dizem que há liberdade religiosa. Pois não, depois de a comunidade internacional andar pressionando!

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A história de Meriam questiona-nos em relação a todos os direitos humanos. Presa desde 17 de Janeiro, com seu filho de 20 meses, estava grávida. Seu novo bebé, uma menina nasceu na enfermaria da prisão, em condições degradantes: acorrentada pelos tornozelos durante o parto!

Esta mulher, de uma família em que a mãe professava a religião ortodoxa e o pai a islâmica, casou-se com um sudanês também cristão. Tal facto, leva a que o seu casamento não seja considerado válido. Daí a acusação de adultério e acusação de renunciar à religião do seu país. Confrontada, recusou o islão como a sua religião. E considerado “crime” com condenação à morte por enforcamento e a 100 chicotadas pelo adultério. Teria, apenas, direito a viver até dois anos após o nascimento da bebé.

Estas leis sudanesas existem desde 1991 e ainda nenhuma pessoa tinha sido executada por esta razão.

A Amnistia Internacional informou que no ano de 2013 foram executadas 21 pessoas. As leis contra a apostasia existiam em 21 países, principalmente do Médio Oriente e do Norte de África, onde 12 em 20 nações criminalizam a negação a uma fé e ainda em regiões da Ásia-Pacífico, com cinco países a adoptar legislação nesse sentido, e na África subsariana, com quatro Estados a aplicar leis que proíbem a apostasia (informações Jornal Público).

Vários países manifestaram a sua “profunda preocupação” e pediram ao Sudão que respeite o “direito à liberdade de religião”.

A Amnistia Internacional exigiu a libertação imediata de Meriam, considerando uma violação flagrante da lei internacional dos direitos humanos. Assim, consideraram-na uma “prisioneira de consciência, condenada apenas por causa das suas crenças religiosas e identidade, e deve ser liberada imediatamente e incondicionalmente”.

 

 

 

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