A POESIA AMARGA, de MANUEL SIMÕES

Imagem1

 

A POESIA AMARGA, de MANUEL SIMÕES

 

Poesia, te escrevo

despojada

inquieta desde a raiz

que te demarca e domina.

 

Despojada te quisera

tal uma faca de pedra

dissecando a geografia.

 

Poesia, te escrevo

tão amarga

como aquela alegoria

que te contorna o sentido.

 

Tão amarga te quisera

ardorosamente inscrita

com rigor de geometria.

 

 

In Poesia, Edições Nova Realidade, Tomar, 1976

Leave a Reply