A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
António Gomes Marques, que, por força da ordem alfabética, abriu esta série de crónicas que, em homenagem à memória de Sílvio Castro, um grupo de amigos vai publicar, citou Manuel Vázquez Montalbán e o seu livro Fútbol: una religión en busca de un Dios. Eu – que pena não me chamar Zulmiro – tenho de dar sequência a esta série que acompanhará o Campeonato Mundial de Futebol. E cito Eduardo Galeano, escritor uruguaio que muito admiramos, e igualmente amante do chamado «desporto-rei», coloca a pergunta -, “em que é que o futebol se parece com Deus?”. Responde – “na devoção depositada por muitos crentes e na desconfiança de muitos intelectuais”.E Umberto Eco, sem papas na língua, sintetiza, “o futebol é uma das crendices mais difundidas do nosso tempo. É mesmo o ópio do povo dos nossos dias ”. Após esta entrada erudita, já posso debitar alguns disparates – porém, ao contrário de muita gente incompetente que cobra fortunas, eu nada recebo em troca dos meus dislates.