Poema: Vasco Graça Moura (in “Mais Fados & Companhia”, Lisboa: Público, 2004 – págs. 48-49; “Poesia 2001/2005”, Lisboa: Quetzal Editores, 2006 – pág. 75)
Música: Franklin Godinho (Fado Franklin de Sextilhas)
Intérprete: Mariza* (in CD “Transparente”, World Connection/Capitol/EMI-VC, 2005)
[instrumental]
Este amor, este meu fado, tão vivido e magoado entre o sim e o todavia, este amor desgovernado, marcado a fogo e calcado em funda melancolia
este amor dilacerado, este amor que noite e dia me arrebata e me agonia, este amor desenganado, de saudades macerado, a encher-me a vida vazia,
[instrumental]
este amor alucinado, este amor que desvaria entre o luto e a alegria, sendo assim desencontrado meu amor desesperado, que outro amor eu cantaria?
* Mário Pacheco – guitarra portuguesa; António Neto – viola; Jorge Hélder – contrabaixo; Paulo Sérgio Santos – clarinete; Produção, arranjos e direcção musical – Jaques Morelenbaum; Produção executiva – Albert Nijmolen, João Pedro Ruela e Paulo Junqueiro; Gravado e misturado nos Estúdios AR, Rio de Janeiro, por Marcelo Sabóia e Pablo Vitório; Assistente de mistura – Bruno Stehling; Masterizado por Ricardo Garcia, nos Estúdios Magic Master, Rio de Janeiro
Era a Noite Que Caía
Poema: Vasco Graça Moura (in “Mais Fados & Companhia”, Lisboa: Público, 2004 – págs. 30-31; “Poesia 2001/2005”, Lisboa: Quetzal Editores, 2006 – pág. 66)
Música: Carlos da Maia (Fado Perseguição)
Joana Amendoeira & Mar Ensemble* (in CD/DVD “Joana Amendoeira & Mar Ensemble”, HM Música, 2008)
Era a noite que caía e na sombra recolhia o voo das andorinhas. Era a voz que se calava, era a dor de ver que estava sem as tuas mãos nas minhas.
Eram passos que escutei, que eram teus ainda pensei, iludiu-me o coração. Foram pela rua escura longe da minha amargura e acompanhei-os em vão.
Fiquei perto da janela, pus-me a abri-la com cautela, fiz disfarce da cortina. Vi então na luz incerta que a rua estava deserta e deserta estava a esquina.
Era só eu na escuridão, era no peito um rasgão, era já no céu a lua, que me importa?, à minha porta a sombra que se recorta bem pode ainda ser a tua.
[instrumental]
que me importa?, à minha porta a sombra que se recorta bem pode ainda ser a tua.
* Joana Amendoeira – voz; Pedro Amendoeira – guitarra portuguesa; Pedro Pinhal – viola de fado; Paulo Paz – contrabaixo; Pós-produção musical – António Pinheiro da Silva; Produção executiva – Hélder Moutinho / HM Música Gravado ao vivo na Praça de Armas do Castelo de São ;orge, Lisboa, no dia 21 de Junho de 2008 (no âmbito da 5.ª edição da Festa do Fado); Captação de áudio – Luiz Delgado:; Misturado e masterizado por António Pinheiro da Silva e Maria João Castanheira, entre Setembro e Outubro de 2008