O SEXO E A COPA por clara castilho

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Depois de se ter constatado o aumento de abusos sexuais de crianças (envolvendo prostituição imposta), durante os períodos nos campeonatos mundiais, sentiu-se a necessidade de prevenir no que está a correr.Associadas, as ONGs End Child Prostitution, Child Pornography and Trafficking of Children for Sexual Purposes (Ecpat France) e Fondation Selles lançaram a campanha “Não desvie o olhar”, que foi divulgada em dez países da Europa e em quatro da África. Realizada em parceria com redes hoteleiras e companhias aéreas, a iniciativa não terá apenas foco na conscientização, mas também no combate ao crime.

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Realizaram-se diversas acções durante a Copa do Mundo, sensibilizando a sociedade para a protecção dos direitos das crianças e adolescentes e alertando os turistas nacionais e estrangeiros sobre o crime e as consequências judiciais que sofrerão no Brasil e em seus países de origem, caso se envolvam com a exploração sexual de jovens.

É o nº 100 aquele a que se pode recorrer para denúncias de abuso infantil.Em 2013,  receberam mais de 124 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Isso significa que 14 casos de violência foram registrados, em média, por hora no ano passado.

Foi desenvolvido uma aplicação para iPhone ou celular com sistema Android, o “ Proteja Brasil” para facilitar denúncias e informar sobre violência contra crianças e adolescentes. A partir do local onde o usuário está, o Proteja Brasil indica telefones e endereços e o melhor caminho para chegar a delegacias especializadas de infância e juventude, conselhos tutelares, varas da infância e organizações que ajudam a combater a violência contra a infância e adolescência nas principais cidades brasileiras.

O Proteja Brasil já faz parte das ações da Agenda de Convergência, uma iniciativa nacional criada para proteger meninos e meninas da violência em megaeventos como a Copa do Mundo FIFA 2014. A Agenda envolve governos federal, estaduais e municipais, sociedade civil, setor privado e organismos internacionais como o UNICEF.

Mas há ainda atitudes chocantes, e públicas, como a do apresentador brasileiro Luciano Huck, da TV Globo, que publicou nas suas redes sociais no dia 24 de Junho, obtendo quase 3 mil partilhas, um apelo a que mulheres solteiras se prontifiquem a “satisfazer” os turistas, que vai no sentido oposto aos esforços de governantes e organizações de direitos humanos. Não está minimamente  preocupado com o fim do turismo sexual no Brasil!

 Abordando o assunto por outro ângulo, lembro as palavras da alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay: “Encorajo os jogadores e desportistas a declararem a sua orientação sexual sem medo”, e que “é uma vergonha, nos dias de hoje», que as pessoas «tenham que esconder quem realmente são”, com o fim de ajudar na causa pela aceitação dos gays e lésbicas em todo o mundo.

 

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