MULHERES NO BRASIL – A IMAGEM QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL CONSTROI por clara castilho

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No vídeo Mulheres brasileiras: do ícone midiático à realidade podemos ver depoimentos de mulheres que defendem os direitos femininos e apontam que a maioria dos meios de comunicação e da média no Brasil desvaloriza a mulher e a trata como mercadoria. O vídeo critica o modelo de publicidade brasileiro, a falta de democratização da comunicação e promove um debate a respeito dos direitos das mulheres e do papel da média na formação da subjetividade das pessoas.

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Nele depõem Rita Freire e Terezinha Vicente, membros da Rede Mulher Mídia, alertando para o facto de o padrão veiculado, por exemplo na TV, não refletir a diversidade, pois as imagens são sempre de loiras altas, magras e heterossexuais, que em nada remetem à maioria dos brasileiros. A publicidade que reproduz propagandas de cervejas, associando a figura da mulher à bebida, ao futebol e à sensualidade são criticadas no vídeo e é feita uma critica à legislação do país em relação à comunicação.

A Rede Mulher e Mídia tem como objetivo geral: Actuar na luta pela democratização da mídia e em defesa do direito à comunicação a partir de uma perspectiva feminista, exercendo o controle social da imagem da mulher nos média e promovendo a diversidade de gênero, raça/etnia e orientação sexual nos meios de comunicação. Funciona a partir de um Comitê de Animação da Rede Mulher e Mídia, composto por militantes e organizações que atuam em diferentes temáticas/questões dentro do movimento de mulheres.

A Rede Mulher e Mídia informa :“Com iniciativas como as da ONG TVER, da Campanha pela Ética na TV, começamos a focar a programação, encaminhando ao Ministério Público Federal as queixas mais frequentes dos telespectadores” […] “Descobrimos que a imagem da mulher em nossa mídia é absolutamente seletiva, invisibilizando o que não lhe interessa. E, nisso, além de nossa diversidade étnico-social-etária, as nossas demandas atuais, a pluralidade de nossas visões de mundo. Para conseguir os seus objetivos , essa imagem vem carregada de valores, focada no consumo, reproduz os estereótipos, alimentando assim também os preconceitos, e ora banaliza ora espetaculariza a violência”.

Também se pode ouvir o depoimento de Jacira Melo, directora do Instituto Patrícia Galvão, que fala sobre a necessidade de a legislação mudar, pois o Brasil possui ainda leis antigas, com mais de 50 anos.

 

 

2 Comments

  1. Obrigada, querida Clara Castilho!
    O vídeo é excelente e o assunto, incontornável, embora pouca gente perceba a sua importância e gravidade..
    A mídia e a publicidade funcionam como instâncias educativas:somos bombardeados de forma subliminar e constante e absorvemos preconceitos,e reafirmamos estereótipos,sem nos darmos conta.
    E não há imagem mais distorcida do que a da mulher que insistem em nos mostrar ora como mero objeto de desejo ora como simples reprodutora não só de filhos mas de ideologia. Precisamos levantar questões como essa e convidar homens e mulheres, a enxergar com espírito crítico o que a mídia e a publicidade nos impingem.
    abraço solidário
    da Rachel Gutiérrez

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