A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Os concursos do tipo de “Quem quer ser milionário?”, entre alguns aspectos negativos – como sendo o de assentar num conceito de cultura geral de duvidosa consistência, tem a vantagem de nos proporcionar um retrato instantâneo de como anda a bagagem cultural dos portugueses. Quando nos referimos ao carácter duvidoso do conceito em que o programa se baseia, queremos referir a confusão entre cultura geral e armazenamento de conhecimentos inúteis – saber enunciar o teorema de Pitágoras, faz parte da cultura geral; saber quem era o extremo-esquerdo do Beira-Mar na época de 2010—-2011, nada tem a ver com cultura. Mas, com uma ou outra boa surpresa, as respostas dos concorrentes revelam, na sua maioria, uma enorme incultura geral, digamos mesmo uma incultura generalizada. E, na sua grande maioria, são gente apetrechada com diplomas do Ensino Superior – médicos, arquitectos, engenheiros, psicólogos… E professores.