EDITORIAL –  UM HOMEM NA GLOBALIZAÇÃO

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Acabou a Copa, o campeonato do mundo de Futebol, modalidade desportiva em que a chamada globalização atinge os seus píncaros. Enchem-nos os olhos e os ouvidos com as proezas das grandes vedetas, os números de verbas movimentadas, multidões que se deslocam para verem dar pontapés na bola, e por aí a fora. Os futuros campeonatos são preparados com décadas de antecedência, e as negociatas de maior ou menor volume que os acompanham são alvo de suspeitas, e dão origem a notícias de sensação, mas nem por isso se lhes põe cobro. No Brasil, muita gente protestou contra o despesismo no futebol, enquanto noutros sectores o dinheiro escasseia.

Entretanto, não é exagero tentar falar um pouco mais sobre as vítimas, não do futebol, mas do mundo do futebol. Alguns dirão, mas então não se passam coisas terríveis, mesmo muito mais terríveis noutros sectores da vida mundial, como na Palestina? É verdade, e estamos todos a assistir, e ninguém parece reunir a vontade e a força de deter o genocídio do povo palestiniano. Todos percebem que os Israelitas têm como objectivo expulsar os habitantes de Gaza, e que estes terão que pagar caro a sua vontade por terem um punhado de terra, mas não são muitos os que estão dispostos a reconhecê-lo abertamente. O peso que os faz recuar é grande, e também se faz sentir nos aspectos da vida das pessoas.

A Bola hoje traz-nos a história de Mike Otojareri, um antigo internacional sub-20 da Nigéria. Com 24 anos, após passar, ao que parece, pelo Bangladesh, chegou a Portugal em Janeiro deste ano, em mau estado de saúde, e foi abandonado pelo empresário. Sobreviveu graças à caridade de algumas pessoas, incluindo o presidente do clube onde se destinava. Terá embarcado agora, a notícia não diz para onde. Leiam n’A Bola.

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=488924

 

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