LUTO, por ETHEL FELDMAN

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LUTO, por ETHEL FELDMAN

 

 

Tento encontrar um lugar recatado para poder te chorar, 

mas as crianças mortas são às centenas e fazem do meu pranto revolta. 

Dobrei-te um passarinho na despedida, porque partias dentro do tempo, 

mas os meus dedos ficam pequenos quando a morte é chacina. 

Mora na minha infância a memória dos massacres 

dos meus familiares nos campos de concentração. 

Tento encontrar em vão a ilha que desenhaste. 

 

 

Entre destroços e vidas roubadas

Vive um homem soberbo que finge ser surdo.

 

3 de Agosto de 2014

Ethel Feldman

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