UMA FORMA DE COMBATER O RACISMO NAS CRIANÇAS por clara castilho

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As nossas crianças, quando lêem livros e vêm filmes, quantas vezes é que o protagonista é uma criança, ou adulto de raça negra?  Quantas crianças têm bonecas de pele escura? Eu tive (na altura devia ser caso raro…)  mas não terá sido por isso que hoje penso o que penso. Mas embalei nos meus braços de menina a minha boneca de celulose que ainda existe e imaginei ser sua mãe.

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Este ano, trabalhei com um menino de 10 anos, forte e bonito, com um ar sisudo, cujo rosto era difícil de ler. Dentro dele, para além de outras mágoas, existia a de, na escola, lhe chamarem “preto”, acabou ele por me confidenciar. Que tristeza, as nossas crianças, hoje, Portugal, século XXI, ainda se servirem disto para magoar os outros!

Contrariar o racismo, para além do exemplo das atitudes de quem com elas convivem, não será trazer para as suas vidas “heróis”, personagens importantes? Neste momento, até temos um presidente de uma grande nação, temos um Martin Luter King, um Mandela… Com o menino referido, para além destes nomes, fomos até ao cantor Boss AC, o que lhe fez mais eco. Assim como os futebolistas famosos…

Aqui fica um exemplo de uma história africana, Kiriku e a Feiticeira, de que resultou uma longa-metragem de animação franco-belga de 1998 dirigido por Michel Ocelot.

Retrata uma lenda africana, em que um recém-nascido superdotado que sabe falar, andar e correr muito rápido se incumbe de salvar a sua aldeia de Karabá, uma feiticeira terrível que deu fim a todos os guerreiros da aldeia, secou a sua fonte d’água e roubou todo o ouro das mulheres

 

 

1 Comment

  1. O que tem de ensinar-se às crianças- mas não só – é que na espécie humana não há raças. Se de há muito já era sabido, então, desde 1953, o ano do ADN encerrou o assunto da melhor maneira.CLV

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