Se alguém começar a desenhar corações no passeio, também o fará? Acha uma parvoíce? Acha que são doidos? Acha que não tem nada a ver com isso e passa ao largo? Pergunta-se para quê?
Ou acha piada e vai na onda?
Será que só devemos fazer coisas acertadinhas e com uma finalidade concreta? Ou podemos (e devemos) rir, compartilhar emoções e carregar energias para enfrentar o que corre mesmo bem?
O projecto Karakor considera que podemos espalhar o amor. E anda fazendo-o por várias cidades do mundo, de uma forma simples e divertida, com espírito de comunidade, de solidariedade, de partilha e de entre-ajuda, meditando sobre o amor incondicional. Afinal de contas, são as pequenas coisas que contam no fim do dia. E desafia-nos a fazermos o mesmo.
Utopia? Creio que sim. O que não quer dizer que não sejam momentos bem passados. Mas que, depois que de se fazer coraçõezinhos no chão se fique mais “bonzinho” e sensível ao próximo, não acredito.

