DIA 13 SETEMBRO, ESPECTÁCULO DE “LISBOA NA RUA” por Clara Castilho

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É uma organização da EGEAC, que se prolongará até 20 de Setembro, sempre com entrada gratuita e de que iremos dando notícias. Considerando que Lisboa na Rua é a resposta da cidade à cidade-porta, à cidade-ponte, balançando entre muitos continentes, onde civilizações, milénios e memórias convergem numa pele de muitas camadas, o espaço público torna-se o meio natural e privilegiado da comunhão e fruição culturais.

 Dia 13, poderão assistir a dois espectáculos:

 No Jardim de S. Pedro de Alcântara, às 19 horas, os Alis Ubbo Ensemble. É  uma formação recente no panorama cultural português, que pretende explorar diversos trilhos artísticos, incluindo a interacção entre várias formas de arte, alcançando assim um público generalizado e transversal.

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A primeira apresentação realizou-se no jardim das oliveiras no CCB, rodeado de crianças que escutaram uma versão das Quatro estações de Vivaldi para quarteto de cordas, narração e apresentação de ilustrações, tendo como pano de fundo o rio Tejo. a designação deste agrupamento homenageia Lisboa: Alis Ubbo é uma das primeiras denominações da cidade.

Este ensemble já participou em concertos promovidos pela antena 2, tendo também gravado para esta estação de rádio e para a RTP. Em abril de 2013, estreou-se nos dias da Música em Belém, executando com sucesso, o Quinteto de Cordas de A. Bruckner.

Regressou a este importante festival em Maio de 2014. No início de 2014, actuou pela primeira vez no Museu Calouste Gulbenkian, num programa em colaboração com o ilustrador Manuel San Payo, com assinalável sucesso. esta formação também já se estreou nos Coliseus, de Lisboa e Porto, colaborando em projetos de world music.

Teve também o privilégio de partilhar o palco com personalidades artísticas tão marcantes como Ana Bela Chaves, Mário Laginha, João Paulo Santos, Nuno Inácio, Nuno Silva, Teresa Macedo e ainda os fadistas Hélder Moutinho, Pedro Moutinho e Camané. Colaborou também com o escritor José António Abad Varela e com os ilustradores Emilio Urberuaga e Manuel San Payo.

No Bairro Portugal Novo (Olaias), às 22:00 horas, dois filmes:

 O documentário português, de 2012, Rhoma Acans, Leonor Teles.

Rhoma Acans, de Leonor Teles, longe de se tratar um registo etnográfico, é uma viagem de autodescoberta empreendida pela realizadora com o objectivo de compreender o verdadeiro peso identitário da sua herança étnica – a partir da história da sua própria família e do modo como ela se afasta ou aproxima da história de uma jovem cigana no seio da tradição.

 Segue-se Maria do Mar de Leitão de Barros, um filme mudo do ano de 1930.

Maria do Mar, de Leitão de Barros, mostra-nos, no cenário da Nazaré, uma comunidade de pescadores. Tudo começa com um naufrágio e uma tensão entre famílias. Uma obra-prima do cinema português em que pela primeira vez se misturou a ficção com o registo documental. os actores, por serem da comunidade, representam a sua própria história.

Com Adelina Abranches, Alves da Cunha, Oliveira Martins, Rosa Maria, Perpétua dos Santos

Cine-Concerto – Para representar as várias comunidades que habitam o Bairro Portugal Novo, e para um acontecimento único, estarão juntos músicos de diferentes registos num concerto pensado para esta sessão de cinema. Uma viagem musical entre os ritmos africanos, o flamenco e a música indiana.

Diego el Gavi, Voz; Rubi Machado, Voz; Selma Uamusse, Voz; Paulo Croft, Guitarra flamenca; Ricardo Pinto, Trompete; Rui Caetano, Piano; Carlos Mil Homens, Percussão.

 

 

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