NO DIA 22 DE SETEMBRO, NA BILBIOTECA NACIONAL, ASSINALAM-SE OS 100 ANOS DE JÚLIO CORTÁZAR por Clara Castilho

Vai  ser no anfiteatro da Biblioteca Nacional de Portugal que se realizará, dia 22, às 18,30, o  Encontro com Cortázar, uma organização da Fundação José Saramago, Casa da América Latina, Biblioteca Nacional de Portugal e Embaixada da Argentina, com apoio da EMEL. Marca-se, assim, o Ano Cortázar.

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Estarão presentes em Lisboa alguns dos maiores conhecedores da sua obra. A mesa será composta pela mexicana Dulce Maria Zuñiga, directora da Cátedra Julio Cortázar da Universidade de Guadalajara, México, o catalão Carles Álvarez Garriga, co-editor da obra de Cortázar e responsável pela publicação de cartas e textos inéditos do escritor, e o professor, tradutor e poeta português Nuno Júdice, Prémio Rainha Sofia. A condução da sessão ficará a cargo do jornalista e editor Carlos Vaz Marques.

O evento abrirá com a leitura de fragmentos de Rayuela e o ator José Rui Martins, acompanhado por Luísa Vieira, lerá trechos do romance de Julio Cortázar.

 Lembremos alguns factos da obra deste escritor:

Quanto à sua forma de escrita, é de assinalar a leitura, ainda em Buenos Aires, do livro de Jean Cocteau, Ópio, que o introduziu na visão do surrealismo. Rompeu com o modelo clássico, através de uma narrativa que escapa à linearidade temporal e onde os personagens adquirem uma autonomia e uma profundidade psicológica raramente vistas. A sua obra questiona o convencional. Independente do género literário, os simbolismos, acontecimentos surreais e extraordinários, povoam as suas obras, característica que enquadrou o autor dentro do realismo fantástico. Cortázar deixa a dúvida no ar, no desfecho de cada conto.

A entrada na sessão é gratuita, sujeita à lotação da sala.

 

 

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