OBAMA VISTO DO INTERIOR. OBAMA FACE À EVOLUÇÃO DA REPARTIÇÃO DO RENDIMENTO – 1ª PARTE: A DESIGUALDADE DE RENDIMENTOS EM 11 GRÁFICOS PUBLICADOS PELA MORGAN STANLEY E COMENTADOS POR STEVE GOLDSTEIN E A SUA EQUIPA DE TRABALHO DA MARKETWATCH

02

Selecção, tradução e introdução por Júlio Marques Mota

Map_of_USA_with_state_names_svg

Nota aos leitores de A Viagem dos Argonautas

Aqui vos deixo a última parte da peça construída à volta das razões da   minha profunda desilusão face a  Obama, o prémio Nobel da Paz, prémio ganho  por na altura pensar, quanto ao desarmamento nuclear, o contrário  do que anda agora a  fazer. Pacifista nas palavras, os mais belos discursos sobre a Paz e no entanto as despesas em rearmamento atómico já superam as despesas feitas no tempo de Bush! Belicista nos factos, mostra-nos o desaire brutal em que está o mundo e cuja evidência é ser hoje amigo dos americanos o inimigo frontal de há um mês, o ditador da Síria.

No seu curriculum consta, necessária e obrigatoriamente o mais belo discurso que alguma vez um Presidente da República proferiu sobre a desigualdade de rendimentos, de situação, de perspectivas de futuro,  discurso este publicado e saudado em A viagem dos Argonautas. Foi assim, necessariamente. E  agora é assado, como no-lo mostra a peça em quatro pequenos  textos que a seguir se publica onde  se fala da realidade dos Estados Unidos quanto à repartição do rendimento. E revisitem neste blog o discurso do Presidente sobre a desigualdade.

E a conclusão com a série integral sobre Obama tanto pode ser a de Ferguson, realizador de Inside Job, de que Obama é um brutal mentiroso, como a minha, a de que Obama é o mais perigoso Leopardo até agora conhecido e para o qual ainda estará por  aparecer  um novo   Giuseppe Tomasi di Lampedusa capaz de o descrever e um novo Visconti capaz de o filmar.

A cada um as suas conclusões, aqui estão as minhas.

Júlio Marques Mota

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Obama visto do interior, Obama face à evolução da repartição do rendimento

 1ª Parte: A desigualdade de rendimentos em 11 gráficos publicados por  Morgan Stanley e comentados por Steve Goldstein    e a sua equipa de trabalho da MarketWatch

Publicado a 23 de Setembro de  2014

Parte I

Obama - interior - IA despesa em aviões de luxo para os muitos ricos está a subir em flecha. Getty Images

Slide 1/13

WASHINGTON (MarketWatch) — A questão da desigualdade na repartição do rendimento  tem   estado no centro dos debates sobre a economia   e sua predominância não escapou sobre as gentes de Wall Street que de modo bem discutível a alimentam .

Num relatório publicado na segunda-feira, dia 22 de Setembro,  Morgan Stanley analisa  a desigualdade e o consumo num texto de 50 páginas. Ellen Zentner e Paula Campbell, procuram estabelecer a tendência e de como se pode lucrar com ela, procurando determinar  o impacto nas estruturas de  despesa que se lhe vão seguir .

Eis pois aqui um olhar sobre alguns dos seus resultados.

Obama - interior - II

Slide 2/13

Este gráfico mostra como as despesas de consumo foram restringidas após a grande recessão,  apesar de um aumento de  25 milhões de milhões na riqueza desde que se deu a recuperação económica.

«Para as famílias americanas, a crise financeira constituiu uma correcção sobre o comportamento que durante trinta anos levou ao seu endividamento. Deixados  com  níveis incontroláveis de dívida  e com o acesso fortemente condicionado ao crédito, os grupos de mais baixos rendimentos  foram forçados a gastar  somente o que tinham como disponibilidade monetária, o que tinham no bolso, como  dizem os americanos, de forma bem directa.” E o que sublinham os autores do relatório.

É importante notar, contudo, que mesmo os agregados familiares no grupo dos mais altos rendimentos baixaram no seu consumo.

Obama - interior - III

Slide 3/13

Quando se fala em coeficiente de Gini fala-se de  um método de utilização geral para  medir a igualdade de rendimento.  Um valor de zero reflecte a igualdade perfeita, e um valor de 100 reflecte a desigualdade perfeita. O gráfico que aqui se apresenta mostra um aumento clara na desigualdade desde o no final dos anos sessenta.

(continua)

1 Comment

Leave a Reply