A NOSSA RÁDIO – CELEBRANDO CARLOS PAREDES – 13 -por Álvaro José Ferreira

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carlos paredes

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Valsa

Música: Gonçalo Paredes e Artur Paredes; arr. Carlos Paredes
Intérprete: Carlos Paredes* (in LP “Movimento Perpétuo”, Columbia/VC, 1971, 1983, reed. EMI-VC, 1988, 1998, Valentim de Carvalho/Som Livre, 2007; Livro/4CD “O Mundo Segundo Carlos Paredes: Integral 1958-1993”: CD3 – “Danças”, EMI-VC, 2003)

(instrumental)

* Carlos Paredes – guitarra portuguesa
Fernando Alvim – viola
Gravado nos Estúdios Valentim de Carvalho, Paço d’Arcos, em Agosto de 1971
Engenheiro de som – Hugo Ribeiro
Remasterização – Paulo Jorge Ferreira

Valsa das Sombras

Poema: Vasco Graça Moura (in “Mais Fados & Companhia”, Lisboa: Público, 2004 – págs. 94-95; “Poesia 2001/2005”, Lisboa: Quetzal Editores, 2006 – págs. 108-109)
Música: Gonçalo Paredes e Artur Paredes; arr. Carlos Paredes (“Valsa”, in LP “Movimento Perpétuo”, Columbia/VC, 1971, reed. EMI-VC, 1988, 1998, Valentim de Carvalho/Som Livre, 2007)
Intérprete: Mísia* (in CD “Canto”, Warner Jazz France, 2003)

Agora esta valsa na lenta espiral
do baile de sombras em que às vezes danças
quando a noite cai e é de pedra e cal
no espelho vazio das minhas lembranças,

agora esta valsa no avesso dos dias,
na melancolia das suas oitavas,
repete de leve nas horas sombrias
as loucas palavras que me murmuravas

agora esta valsa quando te atravessas
nesta solidão envolta num xaile
lembra-me uma a uma as tuas promessas
na luz apagada deste fim de baile

qualquer valsa agora são passos em volta,
na vida sem rumo o adeus é cruel,
galopam as nuvens deixadas à solta,
ficou-me o deserto, ainda sabe a mel

vejo o teu vulto e é muito tarde
nesta distância sem regresso
talvez a vida me acobarde
se à tua ausência eu me confesso

nem saberei o que me espera
nem que rosário de amargura
nem se é inverno a primavera
nem se este amor se fez loucura

[instrumental]

agora esta valsa na lenta espiral
do baile de sombras em que às vezes danças
quando a noite cai e é de pedra e cal
no espelho vazio das minhas lembranças,

qualquer valsa agora são passos em volta,
na vida sem rumo o adeus é cruel,
galopam as nuvens deixadas à solta,
ficou-me o deserto, ainda sabe a mel

[instrumental]

nem saberei o que me espera
nem que rosário de amargura
nem se é inverno a primavera
nem se este amor se fez loucura

* Mísia – voz
Manuel Rocha – violino
José Manuel Neto – guitarra portuguesa
Carlos Manuel Proença – viola de fado
Quinteto de cordas oriundo da “Camerata de Bourgogne”:
Jean-François Corvaisier – 1.º violino
Leurent Lagarde – violoncelo
Alain Pelissier – violeta
Valérie Pelissier – violeta
Pierre Sylvan – contrabaixo
Arranjos e direcção musical – Henri Agnel
Direcção do projecto – Pascal Bussy / Warner Jazz France
Produção executiva – Igor Szabason / IS Music
Assistente – Laurence Gilles
Gravado no Studio Gam, Waimes (Bélgica), em Junho de 2003
Engenheiro de som – Silvio Soave
Misturas – Silvio Soave, no CATI Audio, Roman (França)

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