CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – DEMISSÃO DE NUNO CRATO, E DEPOIS? – por Mário de Oliveira

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Sindicatos de profs e partidos políticos fora da maioria PP/PSD, não do actual Parlamento que, como um todo, está a destruir o país e a condenar as populações a um estado de depressão colectiva, com a bacoca cumplicidade institucional do PR, um Aníbal sem o mínimo de apetência para a Política praticada, apenas para viagens de Estado e para ler, mal, discursos institucionais que os respectivos assessores lhe escrevem, não se cansam de exigir, dia sim, dia sim, a queda de Nuno Crato que, de ministro de Educação, não tem nada. E de professor da Universidade tão pouco, a avaliar pela obscena incompetência com que, há mais de três anos, tem gerido a pasta envenenada que aceitou. É manifestamente um aborto político. Só que não está sozinho nesta azelhice/mediocridade. Acompanham-no todo o governo da maioria, desde o primeiro-ministro PC e vice primeiro-ministro PP, ao mais desconhecido dos muitos secretários de estado e a acabar no mais desconhecido da montanha de motoristas contratados para conduzirem toda esta fauna governativa que, pelos vistos, nem sequer sabe conduzir os carros de luxo em que passeiam a sua vaidade. A pretensão dos sindicatos e dos partidos políticos fora da maioria PP/PSD, tem toda a razão de ser, mas, politicamente, é tão caricata como a continuidade do ministro. A grande questão é esta: Demissão de Nuno Crato, e depois? É que o ministro Nuno Crato só existe, porque existe este governo. Porque existe este Parlamento, com todos os deputados à direita e à esquerda, que o legitimam. Porque existe este PR, Aníbal. E porque, finalmente, existe o sistema de poder, o pai de todo este genocídio/ecocídio nacional, europeu e mundial. O poder nunca é a solução. É o problema. Aquilo que é intrinsecamente ladrão, assassino, jamais pode ser a via de saúde/salvação dos povos. Política praticada quero, não poder, anda a dizer-nos o Vento/Sopro fonte da vida, desde antes do big-bang. Há já 2 mil anos que vemos esta via ou caminho em Jesus Nazaré, mas insistimos em crucificá-lo como o maldito. Pois bem. Se teimamos em não arrepiar caminho, acabamos todos reduzidos a outras tantas estátuas de sal.

8 Outº 2014

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