CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – COMPLETA INUTILIDADE DAS IGREJAS CRISTÃS E DO CRISTIANISMO! – por Mário de Oliveira

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A primeira sessão do Sínodo dos bispos sobre a família, uma grande operação mediática do papa Francisco, veio pôr a nu que o cristianismo e as igrejas cristãs todas chegaram a um beco sem saída. O que perfaz uma boa notícia para a humanidade. O que o papa pretendia como um novo fôlego para a igreja de Roma e o cristianismo em geral é, afinal, a grande revelação da completa inutilidade das igrejas cristãs e do cristianismo. Felizmente, o terceiro milénio é já pós-cristão. Falta-lhe ser jesuânico, isto é, plena e integralmente humano. O desaparecimento das igrejas cristãs é imperioso, para que a Humanidade possa ser-crescer de dentro para fora e assumir os próprios destinos e os destinos do planeta, nossa casa comum. Há uma total incompatibilidade entre as igrejas cristãs e a Humanidade. O crescimento daquelas impediu o crescimento desta. E, dois mil anos depois, é manifesto que o cristianismo e as igrejas cristãs nunca deveriam ter existido. São a ocultação/negação de Jesus, o filho de Maria, o ser humano por antonomásia, e do seu Projecto político maiêutico, a maior boa notícia que a Humanidade, em lugar de acolher, correu logo a matar, como o maldito dos malditos. Não a Humanidade, propriamente, mas as elites do poder e dos privilégios, que vêem em Jesus e no seu Projecto político, o fim de todas elas. O sopro do cristianismo e das igrejas cristãs é o do poder, por isso, a mentira e o assassínio organizados. Impediu a Humanidade de ser-crescer de dentro para fora, a partir da sua matriz original, irrepetível e única. Dois mil anos de cristianismo são dois mil anos sem Jesus. Sem o seu Projecto político maiêutico. Sem a Humanidade como protagonista. São dois mil anos de obscurantismo, o mais perigoso, porque disfarçado de luz. Conduziram-nos a um beco sem saída. Não nos deixaram crescer de dentro para fora. Reprimiram-nos e mantiveram-nos no infantil. Impediram-nos de ver que as soluções de que carecemos, estão dentro de nós, não nas igrejas cristãs. Sem o querer, o Sínodo veio pôr isto a nu. Libertemo-nos, pois, do cristianismo, das igrejas cristãs. E regressemos a Jesus. Ousemos ser o que somos: fragilidade humana relacional, geradora de paz e de vida com afectos!

18 Outº 2014

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