V FESTIVAL DE ÓRGÃO DA MADEIRA, DE 17 A 26 DE OUTUBRO

 Teve início dia 17, e prolongar-se-á até dia 26, a V Edição do Festival de Órgão da Madeira.

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É uma iniciativa que surge no âmbito da recuperação dos órgãos históricos existentes na Região. É um festival de créditos assegurados quanto à qualidade da sua programação,

 João Vaz salientou o património que estes órgãos representam para a Região, todos eles com características diferentes e realçou a importância da presença de artistas com qualidade internacional.

Os nove concertos serão distribuídos por sete igrejas, todos eles com entrada gratuita.

Todo o programa pode ser visto em www.festivaldeorgaodamadeira.com.

 Informa o seu  Director Artístico, João Vaz:

“O Festival de Órgão da Madeira regressa mais uma vez às igrejas da Região. Coroando uma intensa e consequente atividade de restauro, divulgação e valorização do património organístico madeirense, levada a cabo ao longo de mais de uma década pelo Governo Regional da Madeira, este festival já se afirmou como uma das mais significativas manifestações do género.

Têm sido um dos objectivos do FOM, desde a sua primeira edição, apresentar programas que permitam explorar as múltiplas potencialidades dos instrumentos madeirenses. Os órgãos setecentistas de origem portuguesa, os órgãos importados de Inglaterra no século XIX e o recente órgão da Igreja do Colégio têm, ao longo dos últimos quatro anos, sido veículos de expressão de variados repertórios, pelas mãos de muitos organistas nacionais e estrangeiros.

 Nesta edição, a Igreja do Colégio é palco de dois recitais a solo por Pieter van Dijk e Joris Verdin, dedicados respectivamente a Johann Sebastian Bach e à música franco-belga, sendo o repertório ibérico e ialiano dos séculos XVI a XVIII apresentado na Igreja de Machico pela jovem organista Daniela Moreira. O duo formado pela soprano Rosana Orsini e pelo organista Marco Aurélio Brescia explora a fusão entre o órgão e o canto nas Igrejas de São Pedro (Funchal) e de Nossa Senhora de Guadalupe (Porto da Cruz), com um repertório peninsular tardo-setecentista, enquanto o órgão da Igreja de São Martinho, tocado por João Santos, soa ao lado da Orquestra Clássica da Madeira dirigida por Norberto Gomes. A combinação inédita do órgão e da recitação literária marca o programa proposto por João Paulo Janeiro e Paula Erra na Igreja do Convento do Bom Jesus. O V Festival de Órgão da Madeira conclui-se com outra novidade: a presença do harmónio. Extremamente popular ao longo da segunda metade de oitocentos, este instrumento caiu em total desuso ao longo do século XX e só foi reabilitado muito recentemente. Joris Verdin é um dos especialistas do harmónio a nível mundial e traz-nos um programa a solo e com canto (com a participação de Maria Ferreira) que revelará as potencialidades daquele instrumento hoje tão desconhecido.

Paralelamente a estas manifestações, uma conferência de Rui Vieira Nery e uma visita a dois dos mais significativos órgãos do Funchal proporcionarão uma perspectiva diferente da música para órgão e do património organístico da Região Autónoma da Madeira”.

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