Da Associação 25 de Abril recebemos o seguinte pedido de divulgação:
“O livro “a Escola e os Cravos” surgiu de uma inquietação que a autora, Luísa Lobão Moniz, sente, enquanto professora e cidadã, da falta de conhecimento que as crianças têm sobre a vida antes e depois do 25 de Abril de 1974.
O livro tenta estabelecer uma comparação, a partir de pequenos momentos vividos na escola, entre o 24 e o 25 de Abril.
“A Escola e os Cravos” é um livro que tenta colmatar essa falta de conhecimento. A geração de muitos professores também ignora alguns aspectos da passagem da ditadura para a democracia porque não viveram o 25 de Abril.
A ilustração do livro, de Rita Moniz, tenta mostrar as diferenças através de um bonito colorido próprio do 25 de Abril.
Nós, que vivemos o 25 de Abril e que acreditamos nos nobres valores da democracia, devemos transmitir aos mais jovens o Bem da Democracia, apesar dos tempos que estamos a viver.
É Natal, é tempo de oferecer, porque não “A Escola e os Cravos”. Podem encontra-lo na Associação 25 de Abril” (ao preço de 9 euros cada).”
O lançamento deste livro foi no dia 27 de Março, na Livraria Barata. A apresentação esteve a cargo da escritora Maria Teresa Horta, que fez o público voltar aos livros da escola primária de antes da Revolução:
[…] “Porque o Estado Novo transformara a escola num primordial e eficientíssimo veículo de transmissão da ideologia oficial, sustentáculo de um tempo de opressão e medo.
Escola evidentemente gravosa, sem imaginação nem criatividade, taciturna, discriminatória, elitista, onde toda e qualquer ideia de liberdade era castigada. Uma escola, que depois do 25 de Abril, julgávamos, abolida para sempre.”
[…]
E aqui, parece-me importante confessar, quanto “A Escola e os Cravos”, sem dúvida devido ao desencanto e ao retrocesso político e económico, que neste momento atravessamos em Portugal, me fez lembrar um livro de resistência…
Obrigada, Luísa, por nos vires dizer que a esperança continua a ser possível, mas também por nos trazeres a memória intacta, de um tempo de festa e de sonho, de cravos rubros,
quando a liberdade queria dizer intensamente isso: liberdade reencontrada.
Que nunca mais permitiremos que nos tirem.” Maria Teresa Horta
No final, 40 cravos vermelhos foram distribuídos pelas crianças presentes.

