O lobby Business Europe, que representa as entidades patronais europeias, está a pressionar a Comissão Europeia em termos de reformas laborais. Entre as principais “ameaças” identificadas pelas patronais, está a possibilidade de expansão da licença de maternidade de 14 para 20 semanas, a obrigatoriedade de redução de poluentes atmosféricos, a igualdade de género nas administrações e os impostos sobre transacções financeiras.

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Num documento secreto divulgado pelo site Euroactiv, sob o título “propostas a ser retiradas”, o lobby enumera os assuntos que têm de ser travados: os impostos sobre as transacções financeiras internacionais, a redução das emissões nacionais de contaminantes atmosféricos, as maiores quotas de igualdade entre mulheres e homens e a proposta de aumentar a licença de maternidade de 14 para 20 semanas.

Para os representantes das patronais europeias, as propostas acima são as maiores ameaças para as grandes empresas, e devem ser abandonados para assegurar o crescimento e a competitividade. Sobre o desemprego, a precarização, os êxodos massivos e a degradação da qualidade de vida das populações, nada têm a apontar. Servem-lhes bem.