REGINA TAVARES DA SILVA RECEBE MEDALHA DE OURO COMEMORATIVA DO 50º ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS por clara castilho

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A Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, no âmbito do «Prémio Direitos Humanos 2014», atribuiu a Regina Tavares da Silva uma das duas medalhas de ouro comemorativas do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Regina Tavares da Silva foi presidente da Comissão da Condição Feminina (CCF) de 1986 a 1991, e da Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres (CIDM) de 1991 a 1992. Por convite de Maria de Lourdes Pintasilgo, em 1974, integrou a primeira Comissão que em Portugal se ocupou das questões relativas à situação das mulheres e à não discriminação com base no sexo e, desde então até 2004, não mais deixaria de exercer funções nesta instituição. Segundo palavras da própria, [trata-se] de uma área de trabalho que em termos substantivos significava [e significa] uma nova visão de sociedade e das relações entre mulheres e homens, decisiva para o bem-estar, o desenvolvimento humano e o progresso da Humanidade.IMG_0178

Desenvolveu trabalho de especial complexidade em Portugal, na Organização das Nações Unidas e no contexto europeu. É-lhe reconhecido um percurso profissional, e pessoal, singular, tanto nacional como internacionalmente, em prol dos direitos humanos das mulheres, criando com isso mais sinergias para as questões das portuguesas, uma herança que ainda hoje se faz sentir na CIG.

Esta homenagem deve-se à presença incontornável de Regina Tavares da Silva na intervenção pelos direitos das mulheres e da igualdade de género enquanto direitos fundamentais e exigência da democracia, com vista a um desenvolvimento global mais equilibrado e justo.

Foi escolhida para figurar no calendário do EIGE – European Institute for Gender Equality, com o título “Women Inspiring Europe”. Desde os anos 70 que tem vindo a defender este princípio ao mesmo tempo que trabalha nas Nações Unidas, CEDAW, União Europeia, Concílio da Europa, na Sociedade Civil Internacional e em outras numerosas organizações. “Passaram mais de 20 anos e estou feliz por ver que este ponto de vista é agora completamente aceite, pelo menos na teoria, apesar de na realidade nem sempre isto se verificar.”

Numa Conferência comemorativa dos 30 anos da Comissão de Igualdade no Trabalho e do Emprego  afirmou:

“… o desenvolvimento que não considera a perspectiva do género, isto é, o impacto sobre a situação real das mulheres e dos homens, é necessariamente um desenvolvimento desajustado e desequilibrado por natureza; porque não tem em linha de conta, de modo pleno e eficaz, não só essa situação real, mas também os recursos, as capacidades, e a criatividade da humanidade no seu conjunto, que não é neutra nem abstracta, mas é composta por homens e por mulheres.”

 

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