A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Érico Veríssimo no ano de 1905 e Fernando Lopes Graça em 1906 nasceram em 17 de Dezembro. Do excelente ficcionista brasileiro Érico Veríssimo, além da leitura de quase toda a sua obra, guardo duas recordações – ofereci um exemplar de Saga a uma jovem de Vigo com a qual me correspondia por volta de 1954 ou 1955. A hitsória decorre durante a Guerra Civil e não poupa os franquistas. Pois o pai da rapariga, um senhor abastado, um galego espanholista, fiel ao galego de Ferrol, obrigou a rapariga a devolver-me o livro e proibiu-a de me voltar a escrever.
Dr. Antunes da Silva, que levou as perguntas e trouxe as respostas. Destinava-se a ser publicada no suplemento cultural de O Templário, o “Labareda”, que, com o Manuel Simões e outros amigos, coordenava. Embora o maestro tenha desconversado comigo todo o tempo, teve um resultado interessante, pois foi abundantemente transcrita na imprensa diária, em resumos ou na íntegra em quase todos os jornais, e referida em revistas. Até o Diário de Luanda a reproduziu. Entre outras afirmações desassombradas, Lopes-Graça considerava os agrupamentos folclóricos, criados por António Ferro, o Goebbels português,, como «meras contrafacções» da cultura popular genuína. Foi uma bomba.