Do despacho cem ao sorriso das vacas – da ditadura à «democracia»

Pérolas de sabedoria, como estas que dois chefes de Estado derramam sobre o veludo da cultura nacional, provam que, quer sob uma ditadura, quer em democracia, quem ascende à mais elevada magistratura da Nação só o pode conseguir mercê de uma invulgar capacidade intelectual.Imagem1

«Comemora-se hoje em todo o País a promulgação do Despacho número Cem, um texto de grande importância para a Marinha Mercante de Portugal, e a que foi dado esse número, não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriormente promulgados.»

Américo de Deus Thomaz, Presidente da República Portuguesa de 1958 a 1974 (Discurso proferido no Ministério da Marinha)

Imagem1«Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante.»

Aníbal Cavaco Silva, actual  Presidente da República Portuguesa, em discurso nos Açores durante a visita oficial ao Arquipélago em 2011.

2 Comments

  1. Só posso comover-me com a identificação do Aníbal com as vacas e do pasto com a SLN a verdejar em BPN.
    Se o Aníbal tivesse uma ínfima parte da cultura (que não se confunde com erudição) de um António Aleixo, das vacas e do pasto faria umas belas quadras e tiraria algumas conclusões úteis ao povo. Como economista formatado (com aperfeiçoamento dos cromados em terras da Grã Bretanha), só pode contar as vacas e, a seguir, passar às ervinhas…

  2. De Américo em Américo até ao Aníbal final. Assim, mais uma vez, lá vamos cantando e rindo e, mais outra vez, levados, levados, sim… CLV

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