Somos país, Europa, mundo, à deriva. Populações roubadas. Governadas por minorias sem sabedoria. Meros agentes do poder financeiro. Aqui nos trouxe o Religioso, com destaque para o cristianismo. À Liberdade, vivida em relação maiêutica uns com os outros, em que cada pessoa contribui segundo as suas capacidades e recebe segundo as suas necessidades, o cristianismo impõe o Poder, como a única via de salvação/resolução dos problemas que nos dizem respeito. A Liberdade é a afirmação progressiva do Humano, o ponto mais surpreendente a que chegou até agora a Evolução da vida. Precedem-nos milhares de milhões de anos de evolução, num universo, constituído em forma de múltiplos organismos vivos, em que todos cooperam com todos, numa harmonia que consegue tirar partido, até das grandes convulsões. A história da Evolução é um monumento de vida que progride do mais básico para o mais complicado. Até que veio a desaguar em nós, seres humanos conscientes, capazes de perceber todo o processo que nos precedeu. Em nós, a vida tornou-se consciência, liberdade, responsabilidade. Devemos cuidar de nós próprios, uns dos outros, do cosmos que nos precede e do qual somos a consciência. Devemos ser organismo vivo que se diz-realiza em liberdade, responsabilidade, plenitude de vida, comunhão recíproca, nenhum Medo. A nossa matriz original é por aqui que está capacitada a desenvolver-se de dentro para fora. O Medo intrometeu-se neste processo. E com o Medo, o Religioso. Os dois geram o Poder, o maior inimigo da vida, o assassino da Liberdade. É por esta porta do Poder que entra o Cristianismo, como Poder monárquico absoluto que é. Apresenta-se como a única via de salvação. Impõe-se, porque é mentiroso, pai de mentira, ladrão, assassino. E graças às suas igrejas e aos seus governos das nações. Rouba-nos tudo, até a alma. Sem alma, acabamos os mais alienados dos seres, capazes de nos matarmos uns aos outros e ao próprio Cosmos. Ainda vamos a tempo de regressar à nossa matriz original e crescermos de dentro para fora em humano?!