A chacina sobre Charlie Hebdo no contexto da crise europeia.
2. TERRORISMO: UM DESENLACE QUE NÃO RESOLVE NADA
Já não se pode ignorar que nos querem matar
Raoul Fougax, TERRORISME : UN DÉNOUEMENT QUI NE RÈGLE RIEN -On ne peut plus ignorer qui veut nous tuer.
Revista Metamag, 10/01/2015
As nossas forças da ordem provaram a sua coragem e as suas competências para restabelecer a segurança face aos terroristas islamitas. Lutaram contra eles em Paris. (Quem se recorda da batalha de Argel, será necessário enviar os paraquedistas para certos bairros da metrópole?) Tiveram baixas, entre assassinados ou feridos em combates, e 17 vítimas, além disso, caíram sob as balas dos degoladores da nossa civilização.
É necessário homenagear os nossos “rapazes”. É necessário também reconhecer que o poder político tomou posição. O presidente Hollande, restabelecendo pontualmente a pena de morte para os terroristas, saiu-se por cima e por voluntarismo – mas sim – de uma armadilha infernal, a de libertar os assassinos de Charlie ou de assumir o risco da morte de uma dezena de reféns judaicos para além dos 4 já abatidos.
Eis pois a que levaram fatalmente as negociações no tempo, tão elogiadas pelos consultores dos meios de comunicação social. Era necessário apanhá-los mortos ou vivos. Morreram. Recompor-nos-emos. Mas quem pode acreditar que a sua detenção nos teria esclarecido sobre o seu percurso, as suas motivações, o seu financiamento… sabe-se todo, ainda que se finja não ver. François Hollande vai subir 10 pontos nas sondagens, é inevitável.
Sendo assim, esta batalha de Paris como o escreveu a imprensa italiana é da responsabilidade do nosso sistema político que tenta de maneira obscena dela servir-se contra a Frente nacional. Não há pequenos lucros em termos políticos. Também, François Hollande não foi assim tão mal. A FN é a única cassandra lúcida ou quase num oceano de angélica imbecilidade a que os factos dão razão. Os partidos de esquerda estão sempre a temer o perigo fascista, eles estão ainda em 1936, é o seu horizonte inultrapassável, ridicularizam-se e põem em perigo a segurança dos Franceses por cegueira. Quem mata os judeus? Não há nostálgicos dos fornos crematórios, mesmo assim!
Os terroristas beneficiaram das nossas leis, mal controlados tal como o conjunto de uma imigração não racional, mal vigiados pelo respeito de direitos e face aos quais não têm nenhum respeito como também são indiferentes à primeira vez que são punidos com prisão e num sistema judicial incapaz de sancionar à altura da ameaça. Esta situação deve mudar, os Franceses querem-no.
Os meios de comunicação social foram uma vez mais irresponsáveis, batendo-se entre eles que nem cães numa corrida ao testemunho e à imagem indigna para a audiência, e finalmente transformando dois brutos fanatizados em heróis de road movie, estilo Jesse James ou Bonny and Clyde. Estes dois assassinos já tinham sido valorizados desde há anos pelos meios de comunicação social em entrevistas e pelo poder político de direita igualmente no âmbito da propaganda de estado permanente sobre os imigrados admiráveis e integrados. Certamente nada de amálgama mas seria altura de fazer uma triagem impiedosa.
Vê-se o resultado. À força de apresentar como vítimas certos irrecuperáveis para o viver em conjunto, estes radicalizam-se na impunidade e transformam uma religião em motivação para a saciedade sangrenta de frustrações pessoais. Os meios de comunicação social não hesitaram em falar ao telefone com os assassinos de Charlie Hebdo depois de terem largamente assinalado a proximidade dos lugares de tomadas de reféns de escolas. Haverá uma lei contra a irresponsabilidade jornalística que põe em perigo a vida dos outros? Seria pois a altura de a aplicar. Em frente da responsabilidade das forças da ordem, as irresponsabilidades políticas, judiciais e mediáticas ainda são mais de sublinhar.
Domingo as pessoas vão-se manifestar por uma França decidida em defender os seus valores e para continuarmos a ser o que somos mas para fazer face a quê? Talvez seja necessário dizê-lo, não à Frente Nacional que não anda a disparar nas redacções dos jornais sobre os jornalistas esquerdistas que não desagrade a todos os antifascistas de operetas que combatem um passado fantasiado, por falta de poder nomear o horror do presente que ameaça o nosso futuro.
É o povo que é ameaçado, o nosso povo. Os que não quererão assumir os meios para defendê-lo serão considerados como colaboradores do inimigo interno, os terroristas em nome de Allah.
Raoul Fougax, TERRORISME : UN DÉNOUEMENT QUI NE RÈGLE RIEN -On ne peut plus ignorer qui veut nous tuer.
É a sua opinião, respeitável enquanto tal, como a de Fougax, aliás.. Continue a ler os artigos da série, terá outros pontos de vista, outras opiniões, possivelmente menos discordantes com a sua. Uma coisa é certa para mim: tratam-se de artigos arrancados a quente perante uma chacina e uma monstruosa manipulação do poder a seguir. E quem terá manipulado menos talvez seja exactamente Marine Le Pen. E o New Times reconhece-o ao escrever: “In Cold Political Terms, Far Right and French President Both Gain” Na base do ganho da extrema-direita estará a manipulação que a esquerda oficial fez do acontecimento.
Um nojo. Há certamente crónicas mais analíticas e menos ensimesmadas,
que permitam perceber porque é que “quem semeia ventos, colhe tempestades”.
É a sua opinião, respeitável enquanto tal, como a de Fougax, aliás.. Continue a ler os artigos da série, terá outros pontos de vista, outras opiniões, possivelmente menos discordantes com a sua. Uma coisa é certa para mim: tratam-se de artigos arrancados a quente perante uma chacina e uma monstruosa manipulação do poder a seguir. E quem terá manipulado menos talvez seja exactamente Marine Le Pen. E o New Times reconhece-o ao escrever: “In Cold Political Terms, Far Right and French President Both Gain” Na base do ganho da extrema-direita estará a manipulação que a esquerda oficial fez do acontecimento.
Júlio Marques Mota