“Congresso da Cidadania. Ruptura e Utopia para a Próxima Revolução Democrática”
Celebramos os 40 anos do 25 de Abril. Durante um ano celebrámos os valores de Abril de Liberdade, de Justiça, de Solidariedade. Durante um ano a Associação 25 de Abril promoveu, incentivou, acompanhou e participou em acções onde os portugueses, por todo o país e onde quer que se encontrem no mundo, reafirmaram a sua vontade em construir uma sociedade regida pelos valores do que se pode resumir a uma palavra:
dignidade.
Dignidade foi o objectivo que os militares referiram desde os primeiros tempos da conspiração que iria culminar no acto decisivo em 25 de Abril de 1974. Logo nos seus primeiros documentos de intenções, os militares do 25 de Abril afirmaram o seu propósito de restituir a dignidade ao povo português. Era essa intenção que os motivava. Era essa, como é hoje, a força que os determinava e determina.
Os três “D” contidos no Programa do MFA são os da
Dignidade.
Democratizar, para derrubar uma ditadura que
oprimia e infamava a dignidade de homens e mulheres livres.
Desenvolver, para assegurar a vida digna a cada
um dos cidadãos, a dignidade de ter educação, uma habitação, um trabalho justamente remunerado, assistência na doença, na invalidez, na velhice, a dignidade de relações económicas que impeçam a indigna oposição entre os que tudo têm e os que nada possuem.
Descolonizar,
para que Portugal se integrasse como uma Nação
digna na comunidade internacional, respeitando o direito dos outros povos, conquistando para si um lugar entre os que defendem a paz, o respeito pelos valores, a supremacia do entendimento, a criação de um sistema internacional que promova uma justa troca de bens e riquezas, que promova o desenvolvimento sustentado.
Durante todo o ano a Associação 25 de Abril promoveu os valores de Abril. Fê-lo para os celebrar, e porque eles se mantêm actuais e indispensáveis como há 40 anos. Fê-lo para responder aos anseios do povo que é o seu, como há quarenta anos. Fê-lo em nome do futuro de Portugal. Ouvimos o eco dessas propostas que vieram das mulheres e dos homens que desejam ter um presente de dignidade e um futuro de esperança para os seus descendentes.
Escutámos o clamor popular dos que querem viver dignamente como portugueses e que não desistem de lutar para o conseguirem.
Vivemos
Para apresentar uma comunicação deverá fazer o favor de enviar uma sinopse de uma página A4 até ao dia 16 de Fevereiro para o endereço
A Democracia é a única via para uma saída pacífica da crise que vivemos.
VIVER O PRESENTE – CONSTRUIR O FUTURO
A maioria da população portuguesa vive abaixo da média nacional enquanto uma minoria vive muito acima. A maior parte dos trabalhadores vê diminuída a sua qualidade de vida e condições de trabalho enquanto uma minoria enriquece.
Se o nosso regime fosse uma democracia seria essa maioria a ter mais peso na definição das leis. Não é assim pois, em geral, as leis favorecem os mais ricos.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
O nosso sistema só permite algum debate entre a Classe Média e a Alta. São também destas classes os opinantes que todos os dias, nos jornais e televisões, moldam as nossas opiniões. Apesar de representarem a nossa elite não encontram uma solução para o permanente empobrecimento dos Portugueses. A maioria é excluída deste debate por isso as soluções não a favorecem.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
A nossa democracia esgota-se no voto mas o voto não é sinónimo de democracia como nos querem fazer crer. O voto não é mais do que um instrumentou. Em democracia o voto serve para quando por debate não se chega a um consenso.
Na nossa democracia o voto só serve para validar as escolhas feitas pelos Partidos que perguntam se preferimos este ou aquele, numa comunicação que só tem um sentido.
Os partidos escolhem, falam, nós ouvimos e referendamos.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
As grandes manifestações de protesto em democracia não têm razão de ser. Elas só fazem sentido em ditadura. Em democracia os problemas resolvem-se com debate. Quando na rua os protestos atingem grandes dimensões é porque algo falhou.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
Hoje os partidos representam mais os interesses económicos e financeiros do que ideologias. Em Portugal todos os Poderes estão subordinados ao mesmo Partido ou a coligação. A Assembleia da República, o Governo e os Tribunais são exclusivamente formados e subordinados aos Partidos.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
Karl Marx enganou-se quando falou em Ditadura do Proletariado. Deveria ter-lhe chamado Democracia do Proletariado pois o proletariado era a maioria do povo.
A burguesia foi mais inteligente pois chamou à sua ditadura “Democracia Representativa” (alguém sabe explicar o que é uma democracia representativa? E o que será uma democracia não representativa?). À democracia que só existe para uma classe minoritária chama-se Ditadura de Classe.
Todo o homem é um ser político. É em torno da política que se organizam as linhas definidoras do caminho da Sociedade. Ser político é tão intrínseco para o ser social como é respirar para um ser humano. Não é por isso correcto dizer que os cidadãos estão cansados da política As pessoas estão cansadas é de uma política de enganos e de interesses mais ou menos obscuros. É preciso pôr fim a esta situação.
A democracia nasce na Praça Pública que é o lugar de todos.
Comecemos por nos reunir em todas as Praças portuguesas e façamos um grande debate nacional para encontrar o verdadeiro sentido desta palavra – DEMOCRACIA- e como levá-la à prática.
A democracia só existe quando todos poderem participar no debate que determina as regras e leis que traçam o rumo da vida em comum, quando todos os cidadãos estiverem em igualdade nesse debate.
Por vezes o impossível é somente aquilo que nós ainda não decidimos realizar
A Democracia é a única via para uma saída pacífica da crise que vivemos.
VIVER O PRESENTE – CONSTRUIR O FUTURO
A maioria da população portuguesa vive abaixo da média nacional enquanto uma minoria vive muito acima. A maior parte dos trabalhadores vê diminuída a sua qualidade de vida e condições de trabalho enquanto uma minoria enriquece.
Se o nosso regime fosse uma democracia seria essa maioria a ter mais peso na definição das leis. Não é assim pois, em geral, as leis favorecem os mais ricos.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
O nosso sistema só permite algum debate entre a Classe Média e a Alta. São também destas classes os opinantes que todos os dias, nos jornais e televisões, moldam as nossas opiniões. Apesar de representarem a nossa elite não encontram uma solução para o permanente empobrecimento dos Portugueses. A maioria é excluída deste debate por isso as soluções não a favorecem.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
A nossa democracia esgota-se no voto mas o voto não é sinónimo de democracia como nos querem fazer crer. O voto não é mais do que um instrumentou. Em democracia o voto serve para quando por debate não se chega a um consenso.
Na nossa democracia o voto só serve para validar as escolhas feitas pelos Partidos que perguntam se preferimos este ou aquele, numa comunicação que só tem um sentido.
Os partidos escolhem, falam, nós ouvimos e referendamos.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
As grandes manifestações de protesto em democracia não têm razão de ser. Elas só fazem sentido em ditadura. Em democracia os problemas resolvem-se com debate. Quando na rua os protestos atingem grandes dimensões é porque algo falhou.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
Hoje os partidos representam mais os interesses económicos e financeiros do que ideologias. Em Portugal todos os Poderes estão subordinados ao mesmo Partido ou a coligação. A Assembleia da República, o Governo e os Tribunais são exclusivamente formados e subordinados aos Partidos.
Não seria assim se vivêssemos em democracia.
Karl Marx enganou-se quando falou em Ditadura do Proletariado. Deveria ter-lhe chamado Democracia do Proletariado pois o proletariado era a maioria do povo.
A burguesia foi mais inteligente pois chamou à sua ditadura “Democracia Representativa” (alguém sabe explicar o que é uma democracia representativa? E o que será uma democracia não representativa?). À democracia que só existe para uma classe minoritária chama-se Ditadura de Classe.
Todo o homem é um ser político. É em torno da política que se organizam as linhas definidoras do caminho da Sociedade. Ser político é tão intrínseco para o ser social como é respirar para um ser humano. Não é por isso correcto dizer que os cidadãos estão cansados da política As pessoas estão cansadas é de uma política de enganos e de interesses mais ou menos obscuros. É preciso pôr fim a esta situação.
A democracia nasce na Praça Pública que é o lugar de todos.
Comecemos por nos reunir em todas as Praças portuguesas e façamos um grande debate nacional para encontrar o verdadeiro sentido desta palavra – DEMOCRACIA- e como levá-la à prática.
A democracia só existe quando todos poderem participar no debate que determina as regras e leis que traçam o rumo da vida em comum, quando todos os cidadãos estiverem em igualdade nesse debate.
Por vezes o impossível é somente aquilo que nós ainda não decidimos realizar