Está visto – BCE acaba de no-lo confirmar – que nesta Europa, milhões e milhões de euro e respectivos bancos, valem muito mais do que famílias com afectos. Sem as quais, as crianças órfãs morrem precocemente. Se conseguem sobreviver, correm sérios riscos de virem a tornar-se futuros delinquentes que vão, depois, lotar as cadeias do país. É o que produz, com seus regulamentos impostos de fora para dentro, seus assédios sexuais, suas promiscuidades, seus autoritarismos, a generalidade das casas de correcção, asilos, colégios de órfãos, outras instituições do género, quase todas dirigidas por freiras, clérigos, proibidos de constituir família, um viver sem afectos por amor do seu “Deus” que, pelos vistos, odeia os seres humanos, a começar pelas crianças. Nada substitui uma mãe, um pai biológicos, no acampanhamento/desenvolvimento de dentro para fora de uma criança órfã, a não ser outra mãe, outro pai, que genuinamente o queiram ser por opção afectiva. As crianças não são coisas, objectos, estatísticas, muito menos, euros. São a Humanidade no seu melhor, carregada de potencialidades que só os afectos são capazes de fazer crescer, de dentro para fora, até se tornarem outras tantas presenças criadoras, liberdade, autonomia, nas quais até Deus que nunca ninguém viu, se nos revela como dádiva, gratuidade, proximidade, relação, amor. Para nossa vergonha, a maioria política que, absurdamente, se mantém à frente do país, na presidência da República, no Parlamento, no Governo, acaba de recusar, pela quarta vez consecutiva, a adopção de crianças por casais/famílias que se candidatam a mães, pais afectivos, independentemente da sua orientação sexual. O moralismo cristão-católico desta maioria é uma crueldade inominável. Os seus deputados são tão cruéis, sádicos, que só podem ter o Dinheiro/Poder por pai, a Mentira por mãe. Venham, depois, dizer que o terrorismo é jhiadista. O destes cristãos não lhe fica nada atrás. Mas que querem? Veste de chefe de estado, deputado, governo, PauloPortas-PassosCoelho!
23 Janº 2015

