NESTE MOMENTO, LEMBRAR AS VÍTIMAS DE AUSCHWITZ PARA EVITAR QUE OUTRAS SITUAÇÕES SURJAM por clara castilho

 

Assinalam-se hoje, dia 27 de Janeiro, setenta anos sobre a libertação do campo de extermínio nazi alemão de Auschwitz.  70brama

Quando, nesse dia, há setenta anos, as tropas aliadas contra a Alemanha nazista chegaram, ao maior de todos os campos de concentração e de extermínio, já haviam sido retirada a maioria dos prisioneiros, obrigando-os a marchar rumo ao oeste da Alemanha, nas conhecidas “marchas da morte”. Foram os soldados do 60º corpo do Exército Vermelho que entravam no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, no sul da Polónia. Aí encontraram sete mil deportados num estado de agonia indescritível, moribundos sem água nem mantimentos.

Sabemos hoje, apesar de ainda haver quem o queira negar, as condições inimagináveis impostas pelos nazis. Sabemos hoje que havia uma baixíssima percentagem de sobreviventes. Estes mais  pareciam esqueletos devido ao trabalho escravo e à falta de alimentos e aos de maus tratos.

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Logo após a libertação crianças sobreviventes do campo de Auschwitz saem das barracas.

Espera-se que  entre duzentos e cinquenta e trezentos sobreviventes dos campos nazis alemães possam estar presentes na cerimónia que lá irá ocorrer. De entre eles, três tomarão a palavra, hoje, mais ao menos a esta hora:

 HALINA BIRENBAUM – na altura criança, libertada em 1945, emigrada para Israel. Poeta e escritora, testemunhou o que viveu, continuando a acreditar na expressão da fé nos valores humanos.

KAZIMIERZ ALBIN – preso em 1940, ao tentar fugir para França. Fez parte do primeiro grupo de presos políticos polacos. Conseguiu fugir do campo de concentração em Fevereiro de 1943. Escreveu a sua experiência em livro. É membro do Conselho Internacional de Auschwitz .

ROMAN KENT – passou por vários campos de concentração e vive em Nova York. É o presidente do Comité International de  Auschwitz.

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