No célebre livro “deus não é grande”, com o subtítulo “ Como a religião envenena tudo”, Christopher Hitchens mostra à evidência que a maior parte das guerras e dos males da humanidade são desencadeados ou têm como importante factor subjacente o fanatismo e o fundamentalismo religioso, a que também não é alheio algum fundamentalismo ideológico.
Julgo que não estarei enganado se disser que não há guerras nem males no mundo produzidos pelo ateísmo ou que o tenham como importante factor responsável. Até porque a natureza da mundividência filosófica e científica do ateísmo não é compatível com a irracionalidade de qualquer fanatismo ou fundamentalismo.


Absurdo! É público e conhecido que nem o Nazismo, nem o comunismo soviético, nem a promoção da GUERRA ETERNIZADA pelos Estados Unidos (desde o século XIX, não houve década em que não estivesse a agredir países das Caraíbas e da América Latina à China, passando pelos Países Árabes) vieram de qualquer Religião e, pelo contrário, foram derivadas de Políticas Seculares Nacionalistas ou Imperialistas, de roubo de recursos e de ensaio de criação de “Admiráveis Mundos Novos”, de “Pazes por Mil Anos” ou de “Novas Ordens Mundiais” financistas e militares. (declaração de interesses: sou ateu).