Dia 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, hoje Dia dos Namorados, e porquê?
São várias as lendas sobre o dia de S. Valentim. Uma delas relata que o imperador Romano Cláudius II precisava que aumentar o seu exército para engrossar o número de homens para as frentes de batalha. Para poder concretizar este seu desejo proibiu os casamentos para que os homens não fossem recrutados à força devido a afectos familiares.
Mas, um sacerdote chamado Valentim não obedeceu e continuou a casar quem o desejasse, em total segredo. Um dia o segredo foi quebrado e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte num 14 de Fevereiro.
Mas como as lendas sobre S. Valentim são muitas, também se pensa que esta data foi escolhida, pela Igreja Católica, para cristianizar as festas pagãs. Na antiga Roma o mês de Fevereiro era o mês do início da Primavera e, por isso de purificação, e o dia 14 de Fevereiro era dedicado à Deusa Juno, Deusa das mulheres e do casamento.
Hoje em dia na escola, as crianças começam a dar importância a este dia que para elas é o dia dos beijinhos…. e correm pelos corredores com um postal na mão para dar a alguém.
Eu confesso que não gosto de comemorar este dia com as crianças, na escola. O que aprendem elas sobre as relações amorosas? Que no dia 14 de Fevereiro se dá presentes ao namorado ou à namorada? É banalizar o namoro que é uma fase muito importante na vida dos jovens.
O dia de S. Valentim, o Dia dos namorados deveria ser um dia de combate contra a Violência no Namoro.
A Violência nunca é uma forma de expressão de amor ou amizade, o ciúme controla-se pelo diálogo e confiança.
São várias, as formas de violência no namoro, para além da violência física. O humilhar, o empurrar, o gritar, o mexer no telemóvel para controlar para quem se telefona, a proibição de conviver com os seus amigos. Tudo o que um ou uma fizer para magoar o outro é violência.
Os rapazes não são mais violentos do que as raparigas, usam métodos diferentes, recorrem a outras estratégias.
Ao primeiro sinal de Violência diz Não!
Um em cada cinco jovens diz ter sido vítima de violência emocional.
Serviços de apoio às vítimas de violência
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144– A Linha de Emergência Nacional é um serviço telefónico gratuito, através da linha disponível 24 horas por dia.
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800 202 148 – A Linha Telefónica de Informação às Vítimas de Violência Domésticaé um serviço telefónico de informação gratuito, anónimo e confidencial, disponível 24 horas por dia.
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ACIDM (Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres) disponibiliza um serviço de informação e apoio jurídico de carácter confidencial e gratuito. É necessário fazer marcação prévia nas instalações da CIMD.
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A UMAR(União Mulheres Alternativa e Resposta), é uma organização não governamental de mulheres que disponibiliza centros de atendimento, apoio e acolhimento às mulheres vítimas de violência.
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AAPAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) proporciona apoio jurídico, psicológico e social às vítimas de crime e a seus familiares.


