CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – E AINDA CONTINUAMOS A VOTAR NELES? . por Mário de Oliveira

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Chega a causar vómitos, o comportamento dos políticos profissionais, a tempo inteiro no exercício do poder. O mesmo se diga dos comentadores políticos residentes dos canais de tv. Uma peste institucional que paulatinamente mata a mente/a alma, das populações, cada vez mais desinteressadas da coisa pública e da Política praticada. Nada mais mortal do que identificar o exercício do poder político dos profissionais do dito com a Política praticada. É o que de mais intelectualmente desonesto, uma sociedade pode ter. Os profissionais do poder político são todos criminosos à solta. Bem vestidos, bem comidos, rodeados de funcionários que lhes cuidam da imagem, uns quantos slogans que cinicamente reproduzem vezes sem conta. É deles o topo da pirâmide, como outros tantos papas de Roma, em dimensão micro. Sem se aperceberem que o topo é o lugar dos estéreis, pior, chulos institucionais, que vivem do suor alheio. Da dureza da vida real das populações, nada sabem. Só de poder político. A sua arma mais assassina é a total falta de escrúpulos, de ética. Não olham a meios para obterem o poder político. Uma vez no poder, não olham a meios para se perpetuarem indefinidamente nele. Os mais perigosos dos seres humanos não são os que os tribunais condenam a anos e anos de cadeia. São os políticos porfissionais do topo, nos chamados órgãos do Estado. Pensam-se o rei-sol, com as populações do país ao redor deles. Fazem-se chamar ministros, deputados, chefes de estado. No acto de posse, juram cumprir as tarefas que lhes são confiadas, mas, depois, rodeiam-se de exércitos de funcionários que se ocupam das tarefas que lhes foram confiadas. Enquanto eles andam por aí, nas tvs, no país, no estrangeiro, a complicar a vida das populações condenadas a ter de pagar impostos para as suas mordomias. Apresentam-se rodeados de jornalistas sem um pingo de deontologia profissional, cães rafeiros que não lhes largam o pé, a ver qual deles lhes arranca um exclusivo em directo, manifestamente pré-combinado. Um bando de criminosos institucionais, é o que são. E ainda continuamos a votar neles? Porque não, antes, em nós, populações, sábia e maieuticamente, organizadas?

2 Março 2015

 

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