O tufão que se abateu sobre Vanuatu, causando um número ainda indeterminado de vítimas e estragos materiais incalculáveis, chama mais uma vez a atenção para os problemas gravíssimos causados pelas alterações climáticas. Vanuatu fica no Pacífico Sul, é uma república independente desde 1980, que conta com cerca de 250 mil habitantes. Ocupa uma área de cerca de 12 400 quilómetros quadrados, dos quais apenas 4 700 são emersos, no total das suas 82 ilhas de diferentes dimensões. Tem origem vulcânica, sendo frequentes as erupções e os sismos. Com clima tropical húmido, é frequentemente sujeito a tufões e outros fenómenos, que se têm verificado em grau cada vez maior. O seu ecossistema tem sido fortemente danificado pelo crescimento económico e populacional. Propomos a leitura do primeiro link abaixo.
A grande comunicação social tem subvalorizado o problema das alterações climáticas. Apesar dos esforços de personalidades como Naomi Klein ou George Monbiot, cada uma no seu estilo, ou de alguns órgãos de informação como The Guardian (ver o segundo link), da ocorrência de situações como a dos grandes nevões e tornados que têm ocorrido na América do Norte, afectando um grande número de pessoas, continua a haver um tratamento insuficiente da questão. Nomeadamente, continua a haver pressões no sentido de recusar analisar a fundo as responsabilidades que há neste capítulo, como é o caso das que cabem à grande indústria, ao uso excessivo de transportes poluentes e do sobreconsumo em geral. E promulgam-se medidas, como a do chamado imposto verde, que não se percebe se se destinam a reduzir a poluição, ou a encher os cofres do estado. Estamos perante uma situação que requer uma alteração radical no tratamento que lhe é dispensado, a começar ao nível da comunicação social.

