Revista da Semana por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 15/03 a 21/03/2015

 Esta semana pouco ou nada de novo se registou, que alterasse o panorama da situação actual no mundo em geral e em particular na União Europeia e Portugal.

Entre as várias notícias recolhidas destaco a entrevista dada esta semana por Isabel Jonet ao jornal “Observador” (publicação on line), não pelo seu conteúdo mas pela actualidade do tema:

“As sociedades engordaram um bocadinho sem necessidade”

 Isabel Jonet é presidente da Federação Europeia dos Bancos Alimentares, da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, fundadora do projeto Entrajuda, e não tem dúvidas de que a maior parte das famílias da classe média em Portugal está sobre-endividada. Porque houve “uma ilusão” de que haveria sempre crédito que “alguém pagaria”. As “sociedades engordaram um bocadinho sem necessidade”, afirma.

Para Isabel Jonet, a educação é a resposta para a mudança cultural de que o país precisa. Porque responsabilidade social não é caridade, é intervenção. E dar donativos para limpar consciências não chega. Empresas socialmente responsáveis são aquelas que adotam códigos de conduta e que fazem da responsabilidade social uma oportunidade de negócio.

A entrevista foca vários aspectos sobre o tema apresentado, alguns dois quais passo a comentar.

Sobre a responsabilidade social empresarial entende que as empresas que são, de facto, socialmente responsáveis incorporam esta vertente na sua estratégia de negócio.

Complementou a sua ideia com o que eu também concordo afirmando que as empresas que adoptam essa cultura estão genuinamente interessadas e empenhadas em que a sociedade, composta por todas as pessoas (mesmo as mais frágeis e vulneráveis) possam ter um espaço e olham para elas como futuros consumidores, criando oportunidades de negócio. Quando a empresa tem esse core, tem um conhecimento do negócio muito superior às outras. E o facto de poder alertar e de poder até desenvolver iniciativas nessa área, acaba por facilitar e provocar uma maior relação entre aquilo que se faz e o que se potencia.

“Temos de conseguir lutar contra a transmissão intergeracional da pobreza, que em Portugal é impressionante. Muitas pessoas nascem pobres e morrem pobres, se nada for feito pelo caminho”

Um dos caminhos por ela apontado é o da cultura social da população:

Nós vivemos num país que é pobre. Um milhão de portugueses, ou seja, um quinto da população portuguesa, vive com menos de 270 euros por mês. E um quarto da população vive com menos de 490 euros por mês. Temos que entender que a nossa sociedade também tem que ter lugar para estas pessoas, porque muitas vezes já estão no fim da sua vida. São sobretudo idosos.

E isso só pode ser feito com a educação, mas com a educação verdadeira, que não é só a educação do conhecimento, mas também a educação valores. E a responsabilidade social pode ter aqui um papel determinante.

A cultura de que fala começa na casa de cada um (família) e aí começa a polémica: A família tem casa? Ganha para poder pagar o seu empréstimo ou renda? Ganha para pagar a electricidade, a água e o gás? Ganha para comer? Ganha para o custo dos transportes? Ganha para os custos de saúde? Ganha para se vestirem? Ganha para suportar os custos da educação do conhecimento? A lista de questões básicas à subsistência é imensa.

Com o panorama que apresenta do que ganha a maioria dos portugueses os seus filhos não vão poder ter acesso à educação do conhecimento. Ficar-se-ão, na melhor das hipóteses, pelo espírito de ajuda a que a necessidade obriga.  

À questão que lhe colocaram sobre a quantidade de portugueses que vivem com menos de 490 euros e da esperança da anunciada retoma económica em curso, disse:

Acho que sim, mas ainda não chegou às famílias.

Duvido que chegue em breve. Há muitas famílias que são vítimas de desemprego, há muitas famílias sobre-endividadas, porque tinham um crédito à habitação e ao consumo. Portanto, esta retoma económica é mais lenta a chegar às famílias e é necessário não esquecer que em Portugal há muitas pessoas com baixas qualificações. Quando não se criam empregos para pessoas com mais qualificações, como os jovens licenciados, esses jovens têm duas alternativas: ou saem do país ou concorrem nos mercados dos menos qualificados.

E hoje temos pessoas licenciadas como caixas de supermercados, em call centers, em empresas de segurança, com empregos na ordem dos 500/600 euros, que tradicionalmente se direcionavam a pessoas menos qualificadas. Neste momento, temos jovens licenciados sem esperança de virem a exercer aquilo para que estudaram, porque não há emprego para eles.

“O papel do Estado não é despiciente. O Estado deve potenciar e facilitar este tipo de respostas, sem se meter demasiado”

O que se deve entender desta afirmação “sem se meter demasiado”?  Não foram os governantes que impuseram a austeridade que gerou o desemprego, a miséria dos salários que refere e a fome que grassa entre a população e que está na base da existência da Federação Europeia dos Bancos Alimentares de que é Presidente e da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome?

Questionada sobre uma afirmação feita em 2012, em que disse que os portugueses viviam “muito acima das suas possibilidades” e se ainda tinha essa visão respondeu:

Houve um reajustamento, precisamente porque não era possível continuar da mesma forma. Sabe que a maior parte das famílias da classe média em Portugal – e não só da classe média-alta, da classe média-baixa também – está sobre-endividada. Houve aqui uma ilusão de que podíamos ter sempre créditos ao consumo, créditos à habitação, às viagens, ao que seja, porque alguém haveria de pagar. E atualmente houve um ajustamento, porque de facto quando algumas destas pessoas ficaram sem emprego, a prestação do crédito continuou a cair e as famílias ficaram em situações muito difíceis e repensaram esta abordagem ao crédito fácil. De facto, penso que isto não tem só a ver com as famílias. Tem também, uma vez mais, a ver com toda a forma em que as pessoas viviam. As sociedades engordaram um bocadinho sem necessidade.

A entrevistadora perguntou: Esse descontrolo foi sobretudo culpa de quê?

Foi culpa, uma vez mais, da educação, penso eu. Não tem tanto a ver com as expectativas, que são legítimas – as pessoas têm a legítima expectativa de viver melhor e de ter acessos a mais bens, mais serviços, mas têm de ter uma noção da realidade, daquilo que é possível. E essa noção da realidade é que foi mal passada pela comunicação social, mas foi induzida por todo um clima que convinha manter, que existiu na Europa e que hoje não existe. E na Europa inteira, não é só em Portugal. Em Portugal isso sentiu-se mais, porque somos um país pequeno, onde o mercado não tem dimensão para gerar a riqueza que necessitávamos para criar todo o emprego.

Esta resposta reflecte o que está a pensar sobre os comportamentos das classes médias e baixa que são o suporte do crescimento da economia. Diz que as expectativas das pessoas são legítimas mas depois culpa-as da falta de educação. Estas classes produtivas e consumidoras acreditam no crescimento de uma economia sustentada e não no de uma economia falhada, suportada por um sistema financeiro que os endividou e que o “Estado” a tal figura virtual mas que na realidade é “Quem governa”, depois ajudou com o dinheiro dos tais incultos de que fala.

Sobre os alimentos que entende que não deviam ser commodities (negociados em bolsa) e questionada sobre o que propunha, disse:

“Os alimentos são fontes de vida. E não podem ser considerados como ouro, como refúgio para investidores ou para investimentos futuros”

Penso que isto é exatamente uma questão de responsabilidade social e até uma questão de determinação, de prioridades. Os alimentos são fontes de vida. E não podem ser considerados como ouro, como refúgio para investidores ou para investimentos futuros. Aquilo que se passa, muitas vezes, é que alimentos como o milho, trigo, café ou cacau, são hoje encarados como moeda. Acho que isso não é justo, porque os alimentos são fonte de vida, são comida, são sobrevivência, são vida. Mas, sobretudo, porque muitas vezes são produzidos em países onde eles escasseiam muito e onde essa diferença de preços vai gerar tensões e injustiças tremendas em economias que dependem exclusivamente de um ou outro desses produtos.

Mas como é que se poderia resolver isso?

Não jogando com o preço desses produtos nas bolsas. Não sendo possível jogar com estes mercados. Atribuindo-lhes aquilo que é o justo valor e não em mercados de futuros.

Estou de acordo mas isso só é possível com intervenção e decisão directa de quem comanda a economia mundial e esses preferem enviar esses alimentos quando há catástrofes e anunciá-los em toda a comunicação social como actos de filantropia.

A entrevista fala depois sobre a Grécia, que me dispenso de comentar.

Voltando a Portugal tem razão numa coisa:

“Somos um país pobre que tem de viver de acordo com as suas possibilidades”

Acrescento no entanto que, quem nos governa e nos cobra as taxas e impostos tem a responsabilidade de ajudar quem precisa e não carregar nas nossas costas um peso que nos verga (por excesso), para poder ajudar quem ganhou e ganha com a situação “ A BANCA”.

Pode ler a entrevista na integra em:

http://observador.pt/especiais/isabel-jonet-as-sociedades-engordaram-um-bocadinho-sem-necessidade/

Foi também noticiada a criação de Forças armadas da UNIÃO EUROPEIA

num artigo de José Milhazes

NATO ou Forças Armadas da EU

Tendo em conta a situação de guerra da Ucrânia, que se pode agravar a qualquer momento, esta não parece ser a melhor oportunidade para discutir se a UE precisa ou não de forças armadas próprias

A guerra da Ucrânia, a política externa agressiva russa e a realização pelo Kremlin de manobras militares de grande envergadura voltam a tornar actual a questão de se a União Europeia deve ou não criar as suas forças armadas.

 Nos últimos dias, Vladimir Putin deu ordem aos seus generais para realizarem manobras em numerosas regiões do país entre 16 e 21 de Março, nomeadamente junto às fronteiras com países da UE. No terreno estão 38 mil militares, 3 360 armamentos de diferentes tipos, 41 navios de guerra, 15 submarinos, 110 aviões e helicópteros.

Este tipo de notícias antecede a justificação de compra de equipamentos à Industria militar. Os equipamentos e material de guerra são produzidos para se vender. E assim me fico

Ler mais em:

http://observador.pt/opiniao/nato-ou-forcas-armadas-da-ue/

QUEM EMPRESTA SABE O QUE FAZ

 Empréstimos do FMI ficaram 1500 milhões de euros mais caros desde a saída da troika

Artigo de: Sérgio Aníbal

Depreciação forte do euro nos últimos meses tornou os empréstimos feitos na moeda do FMI mais caros para o tesouro português.

Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças miguel manso

Quando o Fundo Monetário Internacional (FMI) entregou em Abril do ano passado a 11ª tranche do empréstimo a Portugal, pouco antes da saída da troika do país, aquilo que Portugal ficou a dever à instituição sedeada em Washington correspondia a 26.670 milhões de euros. Esta semana, antes das primeiras amortizações antecipadas do empréstimo, o valor total estava próximo de 30.400 milhões de euros.

O que explica esta diferença de mais de 3700 milhões de euros? A razão está na forte depreciação do euro face à maior parte das divisas internacionais, que tornou mais caro, em euros, o empréstimo que Portugal tem de pagar em SDR (a sigla em inglês para Direitos Especial de Saque, que é a moeda usada pelo FMI nos seus créditos).

Isto significa que, tendo em conta que cerca de 60% dos empréstimos cedidos pelo FMI a Portugal foram alvo de uma cobertura cambial (que protege o devedor do risco de variação do valor das moedas), o Estado português está, desde Abril até agora, a ter de registar um encargo adicional com dívida próximo dos 1500 milhões de euros, só por causa da perda do valor do euro nos mercados.

A senhora da foto não empresta, pede emprestado. Quem emprestou (FMI) fê-lo com cobertura cambial (que protege o devedor do risco de variação do valor das moedas). E é assim que o Estado português está, desde Abril até agora, a ter de registar um encargo adicional com dívida próximo dos 1500 milhões de euros, só por causa da perda do valor do euro nos mercados.

 Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1689868

Direitos fundamentais foram afectados pela crise, sobretudo o do trabalho

Artigo de: Andreia Sanches

Relatório publicado pelo Parlamento Europeu avalia “o impacto da crise nos direitos fundamentais” em sete países. E deixa recomendações para que sejam preservados no futuro.

A taxa de desemprego entre os professores subiu 151% durante a crise Fernando veludo/ nfactos

A primeira frase do documento dedicado a Portugal resume assim o “severo” impacto da crise no país: “O desemprego mais do que duplicou desde 2008, a emigração atingiu números recorde (mais de 300 mil pessoas saíram do país nos últimos três anos) e o PIB encolheu para níveis de 2000.” Pelo caminho, vários direitos fundamentais “foram afectados”, sobretudo o direito ao trabalho. Estas são conclusões de um relatório publicado nesta terça-feira pelo Parlamento Europeu (PE) sobre “o impacto da crise nos direitos fundamentais” em sete países: Portugal, Espanha, Grécia, Chipre, Irlanda, Itália e Bélgica.

Os relatórios, um para cada país, mais um comparativo, foram elaborados a pedido da comissão parlamentar das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos. No documento sobre Portugal faz-se a breve história da austeridade, desde que foi publicado o Orçamento do Estado para 2010, com “as primeiras medidas”. Para cada área, deixam-se recomendações para assegurar o “pleno gozo dos direitos fundamentais no futuro”. O PÚBLICO seleccionou cinco.

 Direito à educação; Direito ao trabalho; Direito à saúde; Direito às pensões; Direito à segurança social

Recomendo a leitura do artigo:

http://www.publico.pt/n1689485

O mundo inteiro de olhos postos no eclipse

Em Portugal, como noutras zonas do mundo, foi um eclipse parcial, isto é, o Sol esteve apenas parcialmente coberto pela Lua. com Lusa Sexta-feira, 20 de Março de 2015

O eclipse foi total apenas no extremo norte do Oceano Atlântico, nas ilhas Faroé (Dinamarca) e Svalbard (Noruega) e na região Ártica, indica o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL) na sua página na internet.

Em Portugal foi parcial, tendo começado pelas 08:00 (hora de Lisboa) e terminando pelas 10:00, e o seu pico a aconteceu por volta das 09:00.

Ler mais em:

http://visao.sapo.pt/o-mundo-inteiro-de-olhos-postos-no-eclipse=f813664#ixzz3UxuXBFsh

Crítica de Livros

Lucrécio, um escritor maldito há mais de dois mil anos

Joana Emídio Marques

Obra fundadora da cultura ocidental, o poema filosófico “Da Natureza das Coisas” acaba de ser lançado pela Relógio d’Água. Desde o séc. XIX que não havia em Portugal uma tradução do texto de Lucrécio.

Quando morreu o seu irmão Thoby, Virginia Woolf escreveu num dos diários: “e agora refugio-me na escrita consolatória de Lucrécio”. Em Portugal, não é fácil encontrar escritores e poetas que reclamem para si ou para as suas obras a herança dos textos clássicos, especialmente entre as novas gerações. Em parte porque as modas passam hoje por evocar os escritores anglo-saxónicos, em parte porque no nosso país faltam boas traduções destes textos fundadores da cultura ocidental. Mais uma vez, é pela mão da editora Relógio d’Água que podemos rejubilar: temos novamente disponível o poema filosófico Da Natureza das Coisas, de Tito Lucrécio Caro (94 a.C.- 50 ou 51 a.C.), traduzido directamente do latim por Luís Manuel Gaspar Cerqueira.

Título: Da Natureza das Coisas

Autor: Lucrécio

Tradução: Luís Manuel Gaspar Cerqueira

Editora: Relógio d’Água

Páginas: 416

Preço: 18€

Ler mais em:

http://observador.pt/especiais/lucrecio-um-escritor-maldito-ha-mais-de-dois-mil-anos/

Quão de repente…

maria conceição caleiro

Billy Collins, um dos mais populares poetas americanos, em antologia organizada pelo próprio autor.

 Billy Collins escreve muitas vezes a partir do pólo do fantástico, do sonho, da assombração

Poeta americano, Billy Collins nasceu em Manhattan em 1941 e cresceu em Queens. Professor, consultor e mentor de várias revistas, promotor de workshops de poesia, foi laureado, entre 2001 e 2003, como Joseph Brodsky ou Stanley Kunitz; escreveria aliás, em 2002, um magnífico poema, incluído nesta antologia, Os Nomes, homenagem às vítimas dos ataques do 11 de Setembro. Aclamado em várias frentes, popularíssimo nos Estados Unidos, a leitura de poemas e a participação em podcasts e programas de rádio, assim como a gravação de CD, trouxeram-lhe um número de seguidores e de leitores sem paralelo e permitiram-lhe recordes de vendas inabituais quando se trata de poesia.

Amor Universal – Autoria: Billy Collins – Trad. Ricardo Marques – Averno

Nos poemas de Billy Collins escreve-se muitas vezes de dentro do pólo fantástico, do sonho, da assombração (“eu sou esse cão que tu puseste a dormir,/ e volto”). O atrito que irrompe no curso banal dos dias, introduzindo uma estranheza, leva o leitor a ter de reler o poema. E isto é alicerce improvável do que escreve. Assim, surpreendentemente, um enigmático molho de fósforos na capa, ao encontro de um ratinho na contracapa: “O CAMPO — Pensei em ti/ quando me disseste para nunca deixar/ a caixa de fósforos de madeira, daqueles de emergência, perdida pela casa, uma vez que os ratos// podiam chegar-lhe e começar um incêndio./ mas a tua cara estava absolutamente serena/ enquanto enroscava a tampa da lata redonda/ onde os fósforos, como disseste, estão guardados.// Quem poderia dormir naquela noite?/ Quem poderia afastar a imagem/ de um desses improváveis ratos/ caminhando por um cano de água fria// por trás do papel de parede às flores/ e agarrar um único fósforo/ entre as agulhas dos dentes?/ Quem não conseguiria imaginá-lo a dobrar a esquina?”.

Já agora, porquê ter chamado, a Aimless Love, Amor Universal?

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1689500

Anuário de Poesia renasce em versão minimal

luís Miguel queirós

Retomando um projecto que deu muito que falar nos anos 80, a Assírio & Alvim lançou este sábado o Anuário de Poesia de 2015. Dos 2154 poemas recebidos, o júri só conseguiu salvar 15.

A Assírio & Alvim lança este sábado o Anuário de Poesia de Autores Não Publicados, comemorando o dia mundial da poesia com o relançamento de uma iniciativa que revelou, nos anos 80, poetas como José Alberto Oliveira, Maria do Rosário Pedreira, Adília Lopes, Daniel Maia-Pinto Rodrigues ou Luís Filipe Parrado.

Desta vez, o júri seleccionou apenas 15 poemas, de sete autores, uma escolha surpreendentemente escassa se tivermos em conta que chegaram à editora 2154 poemas, enviados por 223 pessoas. Na nota que antecede os poemas, o júri – composto por Almeida Faria, Armando Silva Carvalho e Golgona Anghel, e ainda pelos editores Manuel Alberto Valente e Vasco David – divide os muitos aspirantes a poetas que ficaram pelo caminho em dois grupos principais: os que “não lêem poesia, ou não lêem, pelo menos, poesia actual”, e os que “de tal maneira procuram emular alguns nomes maiores que os seus poemas carecem de qualquer originalidade”.

Ler mais em:

http://www.publico.pt/n1689848

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